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Argentina aproveita expulsão e vence a Suíça na prorrogação

Repetindo o roteiro das fases anteriores do mata-mata, a Argentina precisou sofrer para comemorar no fim. Jogando com um a mais a partir dos 25 minutos do segundo tempo após expulsão de Breel Embolo, a atual campeã do mundo venceu a Suíça por 3 a 1 na prorrogação, em Kansas City, e avançou à semifinal da Copa do Mundo, contra a eterna rival Inglaterra, que mais cedo eliminou a Noruega.

O jogo deste sábado teve duas partes distintas. A Argentina abriu o placar no início, com Mac Allister, mas viu a Suíça pressionar até chegar ao empate na etapa final, com Ndoye. A expulsão de Embolo, logo depois do empate, despertou a Argentina, que imprensou a Suíça em sua área em busca da virada. Os gols salvadores, porém, só saíram no segundo tempo da prorrogação: Julián Álvarez fez um golaço de fora da área, aos seis, e Lautaro Martínez fechou o placar em contra-ataque, já nos acréscimos.

Depois de marcar em nove jogos seguidos de Copa do Mundo, dessa vez Lionel Messi passou em branco. Talvez devido ao desgaste dos últimos confrontos, o craque de 39 anos vinha tendo atuação discreta na partida, pelo menos até a expulsão de Embolo. Depois, entrou no jogo, tentando reger a pressão argentina. Mas faltou inspiração, e o camisa 10 chegou a perder uma chance diante do goleiro Gregor Kobel. Ainda assim, saiu de campo com uma assistência para o gol de Mac Allister.

A semifinal de quarta-feira (15) vai ser um reencontro entre grandes rivais. Argentina e Inglaterra já se enfrentaram cinco vezes em Copas do Mundo, com pelo menos dois grandes momentos. Nas quartas de final do Mundial de 1966, os anfitriões ingleses venceram por 1 a 0 em jogo marcado pela expulsão de Antonio Rattin, ídolo argentino que faleceu neste sábado (11), aos 89 anos. A seleção da Argentina entrou em campo com uma faixa de luto em sua homenagem.

O jogo mais famoso foi há 40 anos, nas quartas da Copa do México de 1986, quando Diego Maradona brilhou com dois gols antológicos no triunfo por 2 a 1: o primeiro usando a mão esquerda para enganar o goleiro Peter Shilton, a famosa La Mano de Díos, e o segundo um golaço com arrancada desde o meio-campo, deixando cinco ingleses para trás. Os outros confrontos foram nas Copas de 1962 (3 a 1 Inglaterra na fase de grupos), 1998 (vitória argentina nos pênaltis, após 2 a 2) e 2002 (1 a 0 Inglaterra na fase de grupos).

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