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Aviação civil brasileira cresce em agosto impulsionada por alta na carga internacional; impactons no Amazonas

A aviação civil brasileira movimentou 11,5 milhões de passageiros em agosto de 2026, representando um crescimento de 2,5% em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O resultado reflete a expansão tanto nas rotas nacionais quanto no fluxo de viagens para o exterior.

No segmento doméstico, o fluxo de passageiros atingiu 8,9 milhões de viagens, o que equivale a uma alta de 2,3% na comparação anual. Já o mercado internacional registrou 2,5 milhões de passageiros, consolidando um avanço de 3,4%.

A demanda por voos, mensurada em passageiros-quilômetro transportados (RPK), subiu 3,3% no mercado interno e 4,0% no externo em relação a agosto do ano anterior. Paralelamente, as companhias aéreas ampliaram a oferta em assentos-quilômetro oferecidos (ASK), que subiu 6,8% no segmento doméstico e 4,3% no internacional.

Desempenho no transporte de cargas

O setor aeroportuário também apresentou números positivos no transporte de mercadorias, totalizando 121,5 mil toneladas movimentadas no mês — um volume 8,6% superior ao registrado um ano antes. As operações domésticas foram responsáveis por 39,5 mil toneladas (alta de 4,0%), enquanto o transporte internacional de carga somou 82 mil toneladas, com avanço significativo de 10,9%.

Impactos no Estado do Amazonas

O aquecimento do setor nacional reflete diretamente na conectividade e na economia do Amazonas, estado altamente dependente do modal aéreo devido às suas características geográficas. O aumento na oferta de assentos amplia as opções de integração entre Manaus e os principais hubs do país, além de favorecer o turismo receptivo na região amazônica.

No segmento logístico, a alta no transporte de cargas beneficia diretamente o Polo Industrial de Manaus (PIM). A expansão do frete aéreo internacional e doméstico garante maior agilidade no escoamento de insumos de alto valor agregado e componentes eletroeletrônicos, fundamentais para manter o ritmo da produção e do comércio na Zona Franca.

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