
O coletivo amazonense Banana Frita será uma das atrações do Sou Manaus – Passo a Paço 2026 e vai ocupar um espaço do festival com uma programação dedicada à música eletrônica, performances e outras expressões da cultura urbana. A festa acontece no dia 6 de setembro, das 18h às 2h, na Casa de Cultura Urbana, localizada no estacionamento do Mercado de Origem da Amazônia, no Centro Histórico de Manaus.
A programação terá curadoria própria da Banana Frita, desenvolvida em conjunto com a organização do festival. O espaço contará com ocupação eletrônica LGBTQIAPN+, performances visuais, pista de skate, graffiti e área gastronômica. O acesso será gratuito e não será necessário o uso de pulseira.
A participação ocorre no ano em que o coletivo completa cinco anos de trajetória. Criada em 2021, durante a pandemia, a Banana Frita surgiu a partir da cena independente e passou a atuar na produção cultural, música eletrônica, performance e audiovisual.
Ao longo de quase 30 edições, o coletivo já reuniu mais de 15 mil pessoas e movimenta uma rede de mais de 100 trabalhadores da cultura a cada realização.
Para Leozera, artista, produtor cultural e um dos criadores da Banana Frita, a presença no festival representa um novo momento na trajetória do coletivo, que, além de integrar a programação, participa da construção do espaço e da seleção dos artistas.
“Depois de tantos anos entregando edições cada vez maiores, a Banana começou a chamar a atenção de curadores e produtores. A organização do festival percebeu o lugar que ocupamos dentro das nossas comunidades. Vamos integrar a programação durante um dia inteiro, com um palco inserido na Casa da Cultura Urbana, pensado e criado em conjunto com o festival e com a nossa própria curadoria de artistas”, explicou.
Da pista para as ruas de Manaus
A relação da Banana Frita com os espaços públicos já faz parte da trajetória do coletivo. Ao longo dos últimos anos, o grupo realizou festas em clubes, festivais e diferentes pontos da cidade.
Em 2026, o projeto Banana na Rua, realizado em parceria com a YBÁ Criativa, reuniu mais de 2,5 mil pessoas em uma rua do Centro Histórico de Manaus durante o Carnaval.
Segundo Leozera, levar a programação para espaços públicos representa um desafio, principalmente pela possibilidade de alcançar pessoas que ainda não conhecem o trabalho do coletivo.
“Nós já produzimos e tocamos na rua algumas vezes. Nesse tipo de situação, você nunca sabe se a maioria é o seu público ou se são pessoas que nunca conheceram a Banana Frita. Acaba sendo a oportunidade de conquistar ou espantar”, afirmou.
Para o produtor, a experiência também permite ampliar o alcance das manifestações artísticas desenvolvidas pelo coletivo.
“É interessante e desafiador. Quando conseguimos incluir os elementos básicos que compõem nosso espetáculo, ficamos mais seguros para entregar tudo. Acho que o mais importante é a expressão da arte na sua forma mais pura e a criação de uma identidade única”, destacou.
A Banana Frita é formada por DJs, produtores, performers, artistas visuais e profissionais das áreas de dança, teatro e circo. O coletivo é liderado por pessoas LGBTQIAPN+ e se consolidou como uma plataforma voltada à cultura eletrônica do Norte do país.
Ao completar cinco anos, o grupo avalia que o período também foi marcado pelo processo de profissionalização dos integrantes.
“São cinco anos de entrega absoluta de todas as pessoas que entraram e continuaram no coletivo. O desejo de tocar e crescer nos tornou artistas e produtores que querem aprender muito e circular com o nosso trabalho. Além de criar, também nos profissionalizamos nesse tempo. Agora é hora de colher alguns frutos que regamos pacientemente e com muito diálogo durante esses anos”, celebrou Leozera.


