
Trabalhadores do setor bancário no Amazonas aderem, nesta quinta-feira (20), à paralisação nacional de 24 horas promovida pela categoria em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A mobilização no estado, coordenada pelo Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seebam), afeta o atendimento presencial e altera a rotina dos correntistas em bancos públicos e privados.
No Amazonas, a diretriz do Seebam prevê o atraso na abertura de agências de instituições privadas, como Bradesco, Itaú e Santander, além de uma paralisação geral nas unidades da Caixa Econômica Federal. A adesão ao movimento foi aprovada em assembleias realizadas na última segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários.
O movimento ocorre às vésperas da data-base da categoria e busca pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a apresentar uma proposta econômica. As negociações começaram em julho, mas, segundo o Comando Nacional, os bancos ainda não responderam às demandas financeiras.
Reivindicações da categoria:
- Aumento real: 5% de reajuste acima da inflação para salários e verbas.
- Piso salarial: Elevação do valor mínimo pago à categoria.
- Benefícios: Reajuste nos valores do vale-refeição (VR) e aumento do vale-alimentação (VA).
- PLR: Valorização do repasse da Participação nos Lucros e Resultados.
Em nota, Fenaban e Febraban informaram que receberam a pauta em junho e que as tratativas seguem o cronograma estabelecido.
A orientação aos bancários em regime de home office é não acessar os sistemas operacionais nem registrar o ponto. Para a população amazonianense, a recomendação é priorizar o atendimento por meio dos aplicativos de celular e do internet banking durante todo o período de mobilização.


