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BR-319:nova ponte sobre rio Curuçá custará quase R$ 25 milhões

O prazo contratual para a entrega da nova estrutura é de um ano.

A reconstrução da ponte sobre o rio Curuçá, no quilômetro 23 da BR-319, custará quase R$ 25 milhões.

A empresa contratada é a J. Nasser e o extrato do contrato está no Diário Oficial da União da última quinta-feira (22).

Não houve licitação, pois a contratação é emergencial, amparada pelo decreto de ‘situação de emergência’, publicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no dia 11 de outubro. O valor total da obra é de R$ 24,855 milhões.

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A ponte sobre o rio Curuçá desabou no dia 28 de setembro e deixou quatro mortos e um desaparecido. Dez dias depois, a ponte sobre o rio Autaz Mirim também desabou, no quilômetro 25, sem deixar feridos.

Após quase um mês das ocorrências, o tráfego na rodovia foi reestabelecido através de improvisos, como aterramentos e balsa.

Até o momento o Dnit ainda não contratou a reconstrução da ponte sobre o rio Autaz Mirim.

Porém, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou no Diário Oficial da União da última quarta-feira (21), um edital de chamamento público para prestação de serviço de transporte aquaviário de passageiros e veículos no quilômetro 23 da BR-319, onde da ponte sobre o Rio Autaz Mirim desabou.

As empresas interessadas devem apresentar requerimento de autorização para prestar serviço por 12 meses, semelhante ao que acontece atualmente no trecho sobre o rio Curuçá.

Ao mesmo tempo, estão em vigor dois contratos com a empresa Destroy Desmontes, que somam R$ 7,5 milhões, para demolição do que restou das duas pontes e remoção dos escombros.

Demolição e remoção de escombros custarão R$ 7,5 milhões

A remoção dos escombros das pontes que desabaram nos quilômetros 23 e 24 da BR-319 sobre os rios Curuçá e o Autaz Mirim custará ao cidadão R$ 7.482.000,00.

O prazo contratual para conclusão dos serviços é de um ano. As informações constam no Diário Oficial da União (DOU) do último dia (02).

BR-319 PONTES DNIT AMAZONAS

De acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) Amazonas, Luciano Moreira Filho, os escombros precisam ser removidos da BR-319 durante a vazante. Ele afirmou ainda que, apesar de contratualmente o prazo apenas para a retirada do entulho ser de um ano, as novas pontes serão erguidas em um ano.

“Não dá para construir uma ponte em cima de escombros e esses escombros precisam ser removidos na vazante. Então nós estamos iniciando, já correndo para não perdermos a vazante e retirar os escombros. A reconstrução da ponte não está sendo atrasada porque ela teria também que esperar a remoção dos escombros. E é esse o nosso planejamento. Enquanto os escombros estão sendo removidos, nós vamos concluir a contratação da reconstrução das pontes e queremos colocar essas pontes construídas em 1 ano”, disse o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) Amazonas, Luciano Moreira Filho.

A remoção do entulho precisará ser monitorada pelo Corpo de Bombeiros, pois uma pessoa segue desaparecida na região. O DNIT fez dois contratos com a mesma empresa para realizar os serviços. A Destroy Desmontes Técnicos do Brasil receberá por R$ 4,6 milhões para os trabalhos na ponte sobre o Rio Curuçá e R$ 2,8 milhões para a demolição e retirada de material na ponte sobre o Rio Autaz Mirim.

CONTRATOS REMOCAO ENTULHO PONTES BR-319

Até lá, motoristas e pedestres continuarão utilizando estruturas improvisadas, como o aterro feito no Rio Autaz Mirim e a balsa no Rio Curuçá.

No entanto, com o fim da vazante e a subida dos rios, o improviso ficará submerso. E o DNIT ainda não sabe o que fará para manter a trafegabilidade no local, conforme Luciano Filho.

Segundo o governo do Amazonas, aproximadamente 100 mil pessoas são afetadas pelo problema na rodovia.

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