Um dia de forte impacto na mobilidade urbana marca a rotina da capital amazonense nesta quinta-feira (20). Desde às 3h48, motoristas do transporte especial que atendem as fábricas do Distrito Industrial de Manaus paralisaram as atividades, parando micro-ônibus com passageiros no interior e forçando trabalhadores a seguirem a pé.
A mobilização gerou graves retenções no trânsito em pontos cruciais da cidade, como as avenidas Autaz Mirim, Tefé, Silves, Rodrigo Octávio, Torquato Tapajós e no acesso à Ponte Rio Negro, somando 12 pontos de concentração. Devido aos bloqueios, a reitoria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades presenciais e determinou regime remoto para alunos e servidores.
A categoria cobra também do Sifetram a redução da jornada para atuarem em apenas um turno, já que atualmente cobrem até três turnos diários. Não há previsão para o fim do movimento.
Para complicar ainda mais o cenário, o transporte público urbano corre o risco de operar com apenas 30% da frota a partir das 11h.
O Sindicato dos Rodoviários condicionou a paralisação de 70% dos ônibus ao não pagamento do adiantamento quinzenal por parte das empresas, que alegam falta de recursos e cobram repasses de subsídios do poder público ao Sinetram.
Há ainda o indicativo de que motoristas do Polo Industrial possam aderir à greve do transporte coletivo, agravando os transtornos ao longo do dia.


