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Chefe da filial do Comando Vermelho no Amazonas, Mano Kaio, é caçado no Rio

Caio Cardoso dos Santos, conhecido como Mano Kaio está foragido há 6 anos do Amazonas e alvo de operação da polícia carioca no Complexo da Maré

Caio Cardoso dos Santos, o “Mano Kaio” no submundo do crime, é um dos principais alvos da 2ª fase da Operação Rota do Rio, que combate o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro feita pela facção Comando Vermelho (CV). Segundo as investigações, “Mano Kaio” está escondido no Complexo da Maré.

Ao todo são cumpridos 26 mandados de prisão no Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), os alvos são pessoas jurídicas e físicas responsáveis pela lavagem de dinheiro das facções Comando Vermelho e Família do Norte, que atuam no Amazonas. O esquema movimentou R$ 126 milhões em 2 anos.

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Segundo a polícia, sete pessoas foram presas no Amazonas, entre eles estão, André Luiz Perez Araújo, André Luiz Lessa Maia e Raimundo Lima da Silva, incluindo Raimundo Pinheiro da Silva, ex-prefeito de Anamã. As investigações mostraram que ele usava um frigorífico para a lavagem de dinheiro. Os nomes dos outros 3 presos não foram divulgados.

Outros dois foram presos em Boiutva em São Paulo, um deles foi identificado como Alcides Benedito de Andrade, o nome do outro preso não foi divulgado. Um outro foi preso no Rio de Janeiro.

Além dessas prisões ainda faltam 15 mandados a serem cumpridos no Amazonas, 3 no Paraná, 5 no Rio de Janeiro e 3 em São Paulo.

Do Rio, Mano Kaio ordenou ataques em Manaus

Entre os dias 6 e 8 de junho de 2021 Manaus sofreu uma onda de ataques violentos com veículos incendiados, prédios públicos depredados, atentados com explosivos e toque de recolher imposto por criminosos. Também houve ataques em pelo menos nove cidades no interior do Amazonas.

Por trás das ações, segundo investigações esta Kaio Wuellington Cardoso dos Santos. A onda de violência no estado é apenas mais um dos inúmeros crimes atribuídos ao “02” da facção Comando Vermelho (CV) no Norte do país.

Nesta terça-feira (9), ele foi um dos principais alvos da Operação Rota do Rio 2, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ) contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

Segundo a polícia, Mano Kaio e Sílvio Andrade da Costa, o Silvinho, estão escondidos no Complexo da Maré, na zona Norte do Rio.

Folha corrida

Registros policiais apontam que, em 2010, Kaio era membro de uma quadrilha especializada em roubos de casa. Naquele ano, aos 17, foi detido pela Polícia Civil do Amazonas após roubar a casa de uma desembargadora em Manaus.

A primeira prisão de Kaio ocorreu em 2011, por roubo de veículo. Ao deixar o presídio, um ano depois, passou a se envolver com o tráfico de drogas.

Em 2013, foi apontado como o executor dos traficantes Frank Oliveira da Silva, o ‘Frankzinho do 40’ e Carlos da Costa Uchoa, o ‘Tonga’, responsáveis pelo tráfico na Zona Sul de Manaus à época. Os corpos foram esquartejados e encontrados dentro de malas em maio daquele ano.

Prisões, fugas e mais mortes

'Mano Kaio' segue para cadeia — Foto: Patrick Marques/G1 AM

Mano Kaio foi novamente preso em 2015, no Ceará. Poucos meses após, porém, ele conseguiu fugir durante uma rebelião na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL).

Durante o período em que esteve foragido, tornou-se uma liderança da facção criminosa Família do Norte (FDN), que se tornaria braço do CV no Amazonas.

Foi apontado pelas autoridades como “pivô” da chacina ocorrida no Centro de Detenção Provisória Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, no ano de 2017, que resultou na morte de 56 detentos e tornou-se a terceira maior da história do país.

Ele foi preso novamente em 2017, na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. A polícia informou que, até então, ao menos 50 homicídios eram atribuídos a ele, que também era suspeito de articular uma rede internacional de tráfico de drogas e armas, junto a traficantes de Peru e Colômbia.

Em 2018, uma nova fuga o pôs no topo da lista de criminosos mais procurados do Amazonas. Desde então, seu paradeiro é incerto, mas a Polícia Civil acredita que Mano Kaio esteja escondido no Rio de Janeiro.

Cerca de dez dias após a onda de ataques violentos ordenados por Kaio assustar a população do Amazonas, a PC-RJ deflagrou uma operação no Complexo da Penha para capturá-lo, sem sucesso.

Condenações

Embora apontado como suspeito de envolvimento em mais de 50 mortes, Kaio possui condenações por apenas duas delas. Em 2018, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio do feirante Rodrigo Brasil Castro, em março de 2013.

Ele também foi condenado a 14 anos de prisão pela morte de Ana Carla Teixeira de Oliveira, em 2012.

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