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Cheia dos rios faz disparar ataques de peçonhentos no Amazonas

Mais de mil acidentes com animais peçonhentos foram registrados no primeiro trimestre de 2026; autoridades orientam moradores a redobrar os cuidados.

O avanço da cheia dos rios no Amazonas acendeu um alerta para o aumento dos acidentes envolvendo animais peçonhentos. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) apontam que 1.042 ocorrências com cobras, escorpiões e aranhas foram registradas apenas nos três primeiros meses de 2026.

Com a elevação do nível dos rios, animais peçonhentos acabam deixando seus habitats naturais e buscam abrigo em áreas mais secas, aumentando o risco de aparecimento em residências, quintais, comunidades ribeirinhas e até regiões urbanas.

Segundo a FVS-RCP, a situação exige atenção redobrada da população, principalmente durante o período de enchente, quando serpentes, escorpiões e aranhas podem se esconder em roupas, calçados, móveis, entulhos e áreas de vegetação.

O diretor de Vigilância Ambiental da fundação, Elder Figueira, alertou que a aproximação desses animais aos locais de circulação das pessoas torna fundamental a adoção de medidas preventivas para evitar acidentes.

Cuidados para evitar acidentes


Entre as recomendações estão a inspeção diária de calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes do uso. Também é importante manter quintais limpos, evitando o acúmulo de madeira, entulhos e lixo orgânico, que servem como esconderijo para animais peçonhentos e atraem roedores, principais presas das serpentes.

Outra orientação é utilizar equipamentos de proteção, como botas de cano alto e luvas grossas, durante atividades de limpeza em áreas alagadas ou no manuseio de materiais acumulados.

Cheia também aumenta risco de doenças


Além dos acidentes com animais peçonhentos, as enchentes elevam o risco de doenças relacionadas à contaminação da água. De acordo com a FVS-RCP, o Amazonas registrou cerca de 91 mil casos de Doença Diarreica Aguda (DDA) entre janeiro e maio deste ano.

Os municípios de Manaus, Tefé e Parintins estão entre os que apresentaram maior número de notificações da doença. Como medida preventiva, mais de 2,1 milhões de frascos de hipoclorito de sódio foram distribuídos aos municípios para auxiliar no tratamento da água consumida pela população afetada pelas cheias.

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