Bolsonaro manda PF investigar denuncias contra Bebianno

Partido de Bolsonaro teria criado “candidata laranja” para usar R$ 400 mil de verba pública.

O presidente Jair Bolsonaro desmentiu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e disse que não conversou com o auxiliar na última terça-feira (12). Bebianno declarou, em entrevistas, que tinha conversado três vezes com Bolsonaro na véspera.

O presidente disse ainda que demitirá o ministro se for comprovado que ele participou de um esquema de candidatura laranja do PSL na eleição. “Se estiver envolvido, logicamente, e responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens. Em nenhum momento conversei com ele”, afirmou. Bolsonaro contou que determinou à Polícia Federal que apure as denúncias.

Bolsonaro negou também que soubesse sobre o esquema de candidatura laranja no PSL , partido do presidente, e disse que estava em “convalescença” na reta final da campanha eleitoral devido à facada que levou na barriga em Juiz de Fora (MG).

“Não são todos [do partido], é uma minoria do partido que está aí nesse tipo de operação que nós não podemos concordar”, acrescentou.

Advogado do presidente, Bebianno assumiu a presidência nacional do PSL durante a campanha eleitoral por ser considerado homem de confiança de Bolsonaro. Ao deixar o comando do partido, após a eleição, ganhou a Secretaria-Geral da Presidência, considerada uma pasta importante no governo.

Segundo reportagem publicada no último domingo (10) pela Folha de S.Paulo, Bebianno liberou R$ 400 mil de dinheiro público, do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal. Ela teve apenas 274 votos.

De acordo com a Folha, Maria de Lourdes Paixão recebeu o terceiro maior montante entre os candidatos do PSL – mais do que o próprio Bolsonaro e a deputada Joice Hasselmann (SP), eleita com mais de 1 milhão de votos.

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