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Crise ambiental já impacta 124.887 famílias amazonenses; dados da estiagem no estado

O Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgou nesta terça-feira (27) um novo boletim sobre o panorama da estiagem e das queimadas no estado. Segundo dados da Defesa Civil, a crise ambiental já impacta 124.887 famílias.

Atualmente, 48 municípios estão em situação de Emergência devido à seca, entre eles Alvarães, Coari, Tefé, Eirunepé, Humaitá e Manacapuru. Outras 12 cidades permanecem em estado de Alerta — incluindo a capital, Manaus, além de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira —, enquanto quatro municípios encontram-se em situação de Atenção (Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga).

Além da escassez hídrica, a qualidade do ar preocupa o interior do estado: na manhã desta terça-feira, os sensores registraram nível Péssimo em Parintins. Na capital, os aeroportos apresentaram boa visibilidade e ausência de fumaça.

Ações de humanitárias e envio de suprimentos

Para mitigar os impactos nas comunidades isoladas, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva, distribuindo cestas básicas, kits de limpeza e caixas d’água de 500 litros.

Com essa entrega, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcança 15 municípios, somando:

  • 96 toneladas de alimentos (4.800 cestas básicas);
  • 3.400 kits de limpeza;
  • 3.060 caixas d’água de 500 litros e 3 reservatórios de 5 mil litros;
  • 18 kits purificadores de água.

Combate a incêndios e fiscalização ambiental

No combate às queimadas, cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam em conjunto com o Governo Federal, apoiados por 18 aeronaves (sendo 16 federais e duas estaduais) e viaturas equipadas.

Balanço de Ocorrências:

Entre 1º de junho e 26 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) combateu 24.272 focos de incêndio em todo o estado — sendo 4.732 na capital e 19.540 no interior — e atendeu a 3.889 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.

As ações de fiscalização foram intensificadas pelas operações Tamoiotatá, Amazonas+Verde e Alerta Fogo, que utiliza drones e conexão via Starlink para autuar e embargar áreas com queimadas ilegais. Todo o estado permanece sob decreto de proibição do uso do fogo por 120 dias, além da decretação de emergência por 180 dias para agilizar os atos de resposta e recuperação.

 O governo federal aprovou R$ 45,2 milhões para apoiar ações de assistência humanitária no Amazonas nesta terça-feira (27), a pessoas atingidas por incêndios florestais e a estiagem. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os recursos serão distribuídos em 47 planos de trabalho, sendo 16 relacionados à falta de chuva e 31 às queimadas.

Atualmente, 48 municípios amazonenses estão em situação de emergência. Como algumas cidades receberam mais de um reconhecimento federal, o total é de 66 registros.

Antes do anúncio mais recente, o governo federal havia divulgado outros repasses para o estado. Em 17 de outubro, foram anunciados R$ 14,3 milhões para ações de resposta aos desastres. No dia 19, o ministério informou a autorização de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios: Rio Preto da Eva, com R$ 941,7 mil; Nhamundá, com R$ 933,7 mil; Benjamin Constant, com R$ 1,4 milhão; e Amaturá, com R$ 288,6 mil.

Além dos recursos financeiros, o governo anunciou o reforço das operações de combate aos incêndios, com ampliação da frota aérea de 11 para 16 aeronaves e incluiu navios e brigadistas.

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