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Crise no Núcleo Prisional: PMs presos se rebelam e impedem transferência para presídio estadual; vídeos


Uma forte tensão tomou conta do Núcleo Prisional Militar nesta terça-feira (12), após uma tentativa de transferência de aproximadamente 70 policiais militares presos para uma unidade prisional do Estado. De acordo com informações apuradas no local, a remoção dos detentos havia sido planejada pelas autoridades como parte de uma reorganização do sistema prisional. No entanto, os policiais militares custodiados se recusaram a deixar a unidade e iniciaram um motim, impedindo a execução da medida.

Diante da resistência, a transferência ainda não foi concretizada. Os PMs presos passaram a ameaçar autoridades envolvidas no processo, incluindo policiais responsáveis pela escolta, membros do Ministério Público.


Entre os principais alvos das ameaças estaria o promotor Armando Gurgel, que teria sido diretamente ameaçado de morte durante a rebelião. A situação mobilizou equipes de segurança e gerou grande preocupação entre integrantes do Judiciário e da cúpula da Segurança Pública.

Segundo advogados e representantes da categoria, os presos se recusam a deixar o local por medo de serem levados para presídios comuns e alegam falta de informações oficiais sobre a operação.


O ambiente no núcleo permanece de alta tensão, com reforço no policiamento e negociações em andamento para evitar uma escalada ainda maior da crise.

Familiares de policiais militares custodiados no antigo núcleo prisional da PM se envolveram em uma confusão durante a operação de transferência dos detentos na zona norte de Manaus. Vídeos gravados no local mostram o momento em que parentes dos presos discutem e avançam contra agentes que participavam da ação.


Até o momento, o governo do Estado e os órgãos de segurança não divulgaram nota oficial detalhando as providências que serão adotadas diante da rebelião e das graves ameaças registradas.


As autoridades acompanham o caso de perto, enquanto familiares e servidores aguardam uma solução para um impasse que expõe a fragilidade do sistema e eleva o alerta dentro da segurança pública estadual.

Associação teme risco à vida dos policiais


O presidente da Associação das Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Amazonas (APBMAM), Gutemberg Silva de Oliveira, também acompanhou a movimentação e afirmou que a categoria teme pela segurança dos policiais caso sejam levados para unidades prisionais comuns.

Segundo ele, os militares possuem direito à prisão especial, prevista no artigo 295 do Código de Processo Penal. “Sem sombra de dúvidas, colocar esses policiais em um presídio comum coloca a vida deles em risco”, afirmou.

Gutemberg ressaltou ainda que muitos dos custodiados participaram de prisões e operações policiais ao longo da carreira, o que poderia transformá-los em alvo dentro do sistema prisional comum.

Operação envolve MP, PM e Seap


A transferência dos custodiados faz parte da operação “Sentinela Maior”, realizada pelo Ministério Público do Amazonas, em conjunto com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Segundo representantes da categoria, familiares e advogados reclamam da falta de informações sobre o destino dos presos e sobre os procedimentos adotados durante a remoção.

A movimentação ocorreu sob forte esquema de segurança e causou tumulto na área externa da unidade prisional.

Mais informações em instantes.

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