
O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) afirmou, nesta quarta-feira (19), que pretende assumir, por meio do Governo do Estado, a responsabilidade pelo asfaltamento da BR-319. A proposta foi apresentada durante entrevista a uma rádio de Manaus.
David citou como referência o ex-governador Amazonino Mendes, responsável na década de 90 pelo asfaltamento da BR-174, rodovia federal que liga Manaus a Boa Vista (RR). Segundo o candidato, a experiência mostra que o Governo do Amazonas pode assumir protagonismo para buscar uma solução para a BR-319.
“Você lembra quem asfaltou a BR-174? Foi o Amazonino. A BR-174 era federal, o Amazonino foi lá e asfaltou. Agora todo mundo fala da BR-319”, afirmou.
David lembrou ainda que, como prefeito de Manaus, executou a recuperação de aproximadamente seis quilômetros da BR-319, no trecho entre a Bola da Suframa e a Ceasa.
“Sabe qual foi o único político nesse Estado que asfaltou parte da BR-319? Fui eu, como prefeito de Manaus, da Bola da Suframa até a Ceasa. Eu fiz a recomposição total dessa parte da BR-319, seis quilômetros. Se tem alguém que pode falar, sou eu”, declarou.
Protagonismo
Durante a entrevista, David detalhou como pretende viabilizar a proposta. Caso seja eleito, afirmou que buscará o Governo Federal para que o Estado possa assumir a execução do asfaltamento. A estratégia também prevê mobilizar a bancada federal e os deputados estaduais em torno da obra, além de garantir contrapartida financeira do Governo do Amazonas.
“Eu, como governador do Amazonas, se assim o povo entender, vou puxar para o Governo do Estado a responsabilidade de asfaltar a BR-319. Vou chamar os senadores, os deputados federais, os deputados estaduais, com a contrapartida do governo. Vou até o Governo Federal pedir para que essa BR-319 seja asfaltada pelo Governo do Estado. Vou provar que é possível”, afirmou.
David defendeu que parte dos recursos necessários poderia ser construída a partir da articulação das emendas parlamentares com investimentos estaduais. Na entrevista, ele citou os recursos disponíveis por meio das emendas de deputados estaduais, deputados federais e da bancada do Amazonas no Congresso Nacional.
Para o candidato, a recuperação da rodovia precisa deixar de ser apenas objeto de discussão política e passar a ser tratada como prioridade de governo.
R$ 8 bi pra que?
Ao defender capacidade financeira para investimentos estruturantes, David também criticou a atual gestão estadual. Ele citou operações de crédito realizadas pelo Governo do Amazonas e questionou quais grandes obras foram entregues à população a partir desses recursos.
“Wilson Lima emprestou R$ 8 bilhões para fazer investimentos no Estado do Amazonas. Me diga uma obra que ele executou e entregou com R$ 8 bilhões”, questionou.
David afirmou que, caso eleito, pretende direcionar a capacidade financeira do Estado para obras de infraestrutura e políticas públicas que, segundo ele, possam produzir resultados diretos para a população.
Além da BR-319, o candidato voltou a citar duas propostas que vem apresentando durante a campanha: zerar a fila do Sisreg e dobrar o valor do Auxílio Estadual Permanente de R$ 150 para R$ 300.
“Eu, como prefeito, em quatro anos tive menos recursos que o governador em um ano. Eu sou David Almeida, sou candidato a governador do Amazonas. Não estou fazendo promessas, estou afirmando que é possível desenvolver o Amazonas através de políticas públicas e serviços públicos exitosos”, disse.
Sem cobaias
Na parte final da entrevista, David associou as propostas à experiência administrativa acumulada à frente da Prefeitura de Manaus e afirmou que pretende levar para o Governo do Estado o modelo de trabalho adotado na capital.
“Eu conquistei todos esses avanços em Manaus trabalhando, sem pedir licença para as elites. Eu incomodo as elites pela força do meu trabalho e muito também pela minha origem, mas eu não me curvo a essas elites, porque o povo do Amazonas precisa de alguém que entenda de governo”, declarou.
David encerrou fazendo um apelo aos eleitores sobre a escolha do próximo governador e afirmou que o Estado precisa evitar o que classificou como uma nova “aventura política”.
“O Amazonas não aguenta mais uma aventura política. Não dá para trazer o passado que não deu certo. Não dá para manter o atual, o presente que fracassou. E o Amazonas não é laboratório para se fazer experimentos”, afirmou


