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Delegado diz que família de Djidja fez experiência com ketamina pó

O delegado Cícero Túlio, que comanda a Operação Mandrágona sobre a morte da ex-sinhazinha do Bumbá Garantido Dilemar Cardoso Carlos da Silva – a Djidja Cardoso, disse que o irmão dela, Ademar Farias Cardoso Neto, de 29 anos, teve contato com o analgésico ketamina durante uma viagem a Londres. Ao retornar para Manaus, ele conheceu um casal que lhe apresentou o medicamento na forma em pó.

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“A partir de então, ele e seus familiares começaram a fazer uma espécie de experimentação para descobrir qual seria a melhor forma de utilização, visando render mais aplicações e consumo. Foi assim que chegaram à forma de aplicação subcutânea, que permite a injeção do medicamento diretamente no tecido que fica abaixo da camada superficial da pele (a derme) e acima do tecido muscular”, explicou Cícero Túlio.

O delegado disse que Cleusimar, além de usar a droga, começou a fazer uso de um livro chamado Cartas de Cristo e a realizar uma espécie de culto, onde fazia uma interpretação equivocada do livro. A partir de então, eles [a família Cardoso] passaram a cooptar outras pessoas, principalmente funcionários do salão de beleza de Cleusimar. No total, dez pessoas já foram presas desde o início da Operação Mandrágora.

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“Em determinado momento, a família Cardoso enfrentou dificuldades para comprar o medicamento. Foi então que Bruno teve acesso a Hatus, pois este trabalhava com fisiculturismo. Eles viram nessa aproximação uma oportunidade de fazer uma ligação entre Hatus e as empresas veterinárias para obter a ketamina com maior facilidade. Nesse aspecto, todos acabaram se vinculando e entrando na seita religiosa, facilitando o acesso da família Cardoso às clínicas veterinárias”, esclareceu o delegado.

As investigações apontam que havia sido feita uma alteração na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE) da rede de salões de beleza da família Cardoso. Eles pretendiam abrir uma clínica veterinária para facilitar o acesso ao medicamento.

Na da 2ª fase da Operação Mandrágora cinco pessoas foram presas suspeitas de distribuição de ketamina de maneira ilegal.

Estão detidos José Máximo Silva de Oliveira, 45 anos, proprietário da clínica veterinária Max Pet; Emicley Araújo Freitas Júnior e Sávio Soares Pereira, funcionários da clínica; Bruno Roberto, ex-namorado de Djidja Cardoso”; e o personal trainer da família Cardoso, Hatus Silveira.

Cícero Túlio disse que as prisões de Bruno e Hatus ocorreram com base em conversas com Cleusimar Cardoso Rodrigues, 53 anos, mãe de Djidja, já presa na 1ª fase da Operação, registradas nos aparelhos celulares. José Máximo e os funcionários foram presos por facilitar o fornecimento do medicamento a Cleusimar.

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