
O Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado em 10 de outubro desde 1992, por iniciativa da Federação Mundial de Saúde Mental, e em 2026 encontra no Brasil 10,2 milhões de matrículas na graduação, segundo o Censo da Educação Superior divulgado pelo Inep em setembro de 2025. Mais da metade dessas matrículas é a distância, e o presidente do Inep explicou que esses cursos atendem, em especial, quem trabalha durante o dia. Esses números descrevem o estudante que divide o dia entre o emprego e o curso e deixa para a noite e para o fim de semana as provas, os trabalhos e os prazos. A esse calendário se somam a cobrança por resultados e a preocupação com o futuro profissional.
Em 2018, a Andifes, associação dos dirigentes das instituições federais de ensino superior, ouviu 424 mil estudantes de 65 instituições, e 83,5% deles relataram alguma dificuldade emocional, com a ansiedade apontada por seis em cada dez. Para o psicólogo Fabrício Paixão, a comparação com os colegas é uma das fontes dessa pressão, e ela costuma medir o resultado sem medir as condições em que ele foi obtido. “Ao avaliar o próprio desempenho, o estudante precisa considerar as condições em que estuda, o tempo de que dispõe e as outras responsabilidades que assume. Reconhecer uma dificuldade permite pensar no que precisa ser ajustado e no apoio que pode ser necessário”, diz ele.
Entre essas condições, a primeira a ser cortada costuma ser o sono. “Quando o estudante sacrifica continuamente o descanso para cumprir as tarefas, pode acabar aumentando a própria sobrecarga. Ao planejar a semana, é preciso considerar tanto os compromissos acadêmicos quanto as condições para realizá-los”, orienta Paixão. O planejamento de que ele fala consiste em dividir os trabalhos em etapas menores, definir o que vem primeiro e reservar na semana tempo para dormir e para a atividade física, e ainda algum espaço para o lazer e para a convivência com outras pessoas.
Conversar sobre o que está acontecendo, com familiares, amigos ou professores, ajuda a compreender a situação e a encontrar alternativas que, sozinho, o estudante tende a não enxergar. O acompanhamento psicológico entra nessa sequência quando a ansiedade ou o sofrimento passam a interferir no sono, na rotina de estudos ou nos relacionamentos. “O estudante pode procurar ajuda quando percebe que está difícil lidar com o que sente, mesmo antes de haver queda no rendimento. O acompanhamento psicológico oferece um espaço para compreender esse sofrimento e construir formas de lidar com ele”, afirma o psicólogo.
As instituições de ensino participam desse cuidado quando mantêm espaços de escuta e informam com clareza onde procurar atendimento, e esse apoio precisa alcançar também o estudante que continua cumprindo os prazos e obtendo boas notas, uma parte dos 83,5% que, na pesquisa da Andifes, relataram dificuldade emocional, um número que nenhum histórico escolar registra.
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Sobre o Centro Universitário Martha Falcão Wyden
Fundado em Manaus no ano 2000, referência no ensino superior do Amazonas, o Centro Universitário Martha Falcão Wyden integra o grupo educacional Wyden e se destaca pela excelência acadêmica, inovação e compromisso com a formação de profissionais qualificados. Com cerca de 2.200 alunos, a instituição oferece cursos reconhecidos como Direito, Psicologia, Administração, Enfermagem, Odontologia e Medicina Veterinária. Fortemente envolvida em projetos de extensão, desenvolve ações gratuitas voltadas à saúde, educação e cidadania, aproximando os estudantes da realidade social da região. Com estrutura moderna, corpo docente experiente e forte vínculo com o mercado, o Martha Falcão Wyden contribui para o desenvolvimento humano e sustentável da Amazônia e do Brasil.
Adriano Silva – Assessor de Imprensa+55 92 99405-0550
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