
O Amazonas registrou um saldo positivo de 2.400 novos empregos formais em janeiro de 2025, liderando a criação de vagas na Região Norte. Na contramão, o Pará perdeu 2.203 postos de trabalho, sendo o terceiro estado que mais fechou vagas no Brasil, atrás apenas de Rio de Janeiro (-12.960) e Pernambuco (-5.230).
Apesar do saldo positivo do Amazonas e de outros estados da região, a Região Norte teve um crescimento modesto, com apenas 1.932 empregos formais criados no mês, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).
Desempenho dos estados do Norte
Além do Amazonas, outros estados registraram saldo positivo, mas em números mais baixos. Veja o ranking da região:
- Amazonas: +2.400 empregos
- Amapá: +566 empregos
- Roraima: +222 empregos
- Tocantins: +1.564 empregos
- Rondônia: +28 empregos (praticamente estável)
Por outro lado, dois estados da região tiveram mais demissões do que contratações:
- Pará: -2.203 empregos
- Acre: -645 empregos
A forte perda de empregos no Pará impactou o resultado da Região Norte, que apresentou o menor crescimento na geração de empregos entre as regiões do Brasil.
Cenário nacional do mercado de trabalho
O Brasil fechou janeiro com 137.303 novos empregos formais. O setor industrial foi o que mais contratou, criando 70,4 mil novas vagas, seguido por Serviços (45,1 mil), Construção (38,3 mil) e Agropecuária (35,7 mil).
O único setor com desempenho negativo foi o Comércio, que fechou 52,4 mil postos de trabalho no período.
Regiões que mais contrataram
A Região Sul liderou a geração de empregos, adicionando 65.712 novos postos. O Centro-Oeste ficou em segundo lugar, com 44.363 novas vagas, seguido pelo Sudeste, com 27.756.
O Nordeste foi a única região com saldo negativo, registrando a perda de 2.671 empregos no mês.
Com um desempenho sólido, o Amazonas se mantém como um dos estados mais dinâmicos no mercado de trabalho da Região Norte, impulsionado pelo setor industrial. O Pará, por outro lado, enfrenta dificuldades, refletindo um cenário de retração econômica e desafios na geração de empregos.