Setor atingiu um novo recorde no Brasil em abril de 2026, com 9 milhões de CNPJs negativados.

As empresas inadimplentes do Amazonas acumularam 855.727 dívidas negativadas, que somam mais de R$ 3 bilhões, em abril de 2026. Foram 148.094 empresas inadimplentes em abril deste ano, segundo dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian.
O número coloca o estado na segunda posição da Região Norte em quantidade de CNPJs negativados, atrás apenas do Pará, que contabilizou 182.519 empresas nessa situação. A dívida média por empresa no estado chegou a R$ 20.435,67.
Ainda de acordo com dados da Serasa Experian, o número de empresas inadimplentes aumentou em 1,5 milhão em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2016. A expectativa é que os números permaneçam em níveis elevados no curto prazo.
O total de dívidas negativadas também registrou novo pico, somando R$ 220,9 bilhões em abril. Em média, cada empresa inadimplente tem 7,1 contas sem pagar, com dívida média de R$ 24.665,91 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.468,99.
Atualmente, a taxa básica de juros da economia é de 14,5% ao ano, isso depois de duas reduções consecutivas de 0,25 ponto. O juro alto faz o custo da dívida das empresas aumentar e encarecer boa parte dos planos de investimentos. Um levantamento da consultoria especializada em reestruturação de dívida RK Partners mostrou que entre as companhias abertas brasileiras, por exemplo, 24% já não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas.
O estudo levou em conta a situação das 282 empresas com ações listadas na Bolsa de Valores. Os estragos dos juros elevados no balanço das companhias também se refletem em outros indicadores: 23% das empresas têm alavancagem entre três vezes e seis vezes a relação dívida líquida/ebitda anual e 24% tem alavancagem acima de seis vezes.
Pelos dados da Serasa, em abril, o setor de serviços concentrou 55,6% das empresas negativadas. Na sequência aparecem comércio (32,4%), indústria (8,1%) e o setor primário (0,9%).
Em relação à origem das dívidas, o maior peso ficou no segmento de serviços (31,7%), seguido por bancos/cartões (19,4%). Na sequência apareceram cooperativas (8,6%), utilities (7,0%) e telefonia (5,7%).
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mensura o número de empresas brasileiras que se encontram em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando tem ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. Essa apuração é realizada com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.


