
A Formula 1 volta à temporada 2026 após um mês de pausa com o GP de Miami, quarta etapa do campeonato, entre 1º e 3 de maio. A interrupção ocorreu após a decisão de não realizar os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em abril.
Durante o período sem corridas, a categoria promoveu ajustes no sistema de recuperação de energia dos novos carros. A mudança veio após a batida de Oliver Bearman no GP do Japão. A FIA reduziu a energia recuperada nas classificações e aumentou a potência máxima no superclipping para diminuir o tempo de recarga das baterias.
Entre as novas medidas estão o limite de 150 kW para o botão de impulso extra, a restrição do uso do MGU-K fora das zonas de aceleração e a criação de um sistema para identificar carros com aceleração anormal na largada. Em corridas com chuva, o sistema de recuperação de energia também será limitado.
Com o longo período sem atividades — apesar de participações pontuais como a de Max Verstappen em Nürburgring — e a adoção das novas regras, a F1 ampliou o treino livre único em Miami de 60 para 90 minutos.
Nos bastidores, a equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto passou por mudanças após a saída de Jonathan Wheatley e a promoção de Mattia Binotto. O time também contratou Allan McNish como diretor de corridas.
Na Red Bull Racing, o engenheiro Gianpiero Lambiase anunciou que deixará a equipe após 2027, antes de se transferir para a McLaren em 2028. O time já contratou Andrea Landi e promoveu Ben Waterhouse, mantendo Pierre Waché na direção técnica.
Segundo o site The Race, a FIA proibiu uma estratégia usada por Mercedes e Red Bull que permitia cortar a energia do MGU-K para manter a bateria carregada em classificações. A interrupção do sistema agora só será permitida em situações de emergência.


