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Febre amarela e dengue: saiba diferenciar os sintomas das duas

Seis casos de febre amarela foram confirmados no estado de São Paulo em 2026. A doença costuma ser confundida com a dengue por causa dos sintomas iniciais semelhantes, mas a distinção é considerada essencial para o diagnóstico e o tratamento adequados.

A Secretaria de Saúde do Estado promoveu um seminário para orientar profissionais sobre como diferenciar os quadros clínicos. No início, os sintomas são parecidos: febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar e náuseas.

Ambas as doenças são transmitidas por mosquitos, mas têm evolução distinta. A dengue costuma provocar dor intensa atrás dos olhos, manchas na pele e dores generalizadas. Já a febre amarela pode causar icterícia (pele e olhos amarelados), além de comprometimento do fígado e dos rins.

Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou oito casos de febre amarela neste ano, com quatro mortes. Só em São Paulo foram seis casos e três óbitos. Pelo nível de letalidade, autoridades já tratam a situação como um surto.

Não há tratamento específico para a febre amarela. Os médicos atuam apenas no controle dos sintomas enquanto o organismo combate o vírus, o que aumenta o risco de complicações graves. Por isso, a prevenção é considerada a principal estratégia de combate.

A vacinação segue como a principal forma de proteção. A recomendação, segundo especialistas, não se limita mais a moradores de áreas rurais ou viajantes.

“A vacina não é só para alguém que mora na área rural. Todos os brasileiros têm indicação da vacina para a gente não se preocupar”, afirma Richtmann.

Apesar disso, a procura por vacina ainda é baixa nos postos de saúde. Pessoas que receberam apenas dose fracionada na campanha de 2018 devem se vacinar novamente. A orientação é levar o comprovante para avaliação.

Em caso de sintomas, a recomendação é buscar atendimento médico imediato, especialmente em regiões com registros da doença ou de epizootias (mortes de macacos infectados).

Quem deve se vacinar

A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde. Ela é recomendada na rotina para crianças aos 9 meses, com segunda dose aos 4 anos, e em dose única para pessoas a partir de 5 anos não vacinadas ou sem comprovante de vacinação:

  • Crianças: uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos
  • Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem tomar uma dose de reforço
  • Pessoas de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinadas devem receber uma dose única
  • Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018 devem verificar a necessidade de atualização da caderneta

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