Portal Você Online

Festival Opa! leva esporte paralímpico para comunidades de Manaus

Realizado pela ADEPOL-AM e coordenado por Guilherme Carvalho, projeto transforma escolas e praças em centros de inclusão, é herdeiro do legado Rio 2016 e impacta mais de 1.500 pessoas por edição

Setembro de 2026 – O que começou como legado dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 hoje ocupa ruas, escolas e praças de Manaus. O OPA! – Festival Paralímpico Manaus é um projeto esportivo e social que leva 12 modalidades adaptadas para dentro das comunidades, promovendo inclusão, autonomia e convivência para pessoas com e sem deficiência.

Realizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Amazonas (ADEPOL-AM) e coordenado pelo profissional de Educação Física Guilherme Carvalho, o OPA! tem como base metodológica o Programa Transforma, criado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro em 2016. A proposta é descentralizar o esporte adaptado.

Segundo dados do Censo 2022 (IBGE), Manaus possui 147.873 pessoas com deficiência, o que representa 7,4% da população, além de 27.636 pessoas com Transtorno do Espectro Autista. O OPA! atua justamente para ampliar o acesso dessa população ao esporte.

“Não é só sobre esporte. É sobre oportunidade. Muita gente nunca teve contato com uma cadeira de rodas esportiva, com uma bola de bocha ou com o vôlei sentado. Quando a gente leva isso para dentro da comunidade, a gente quebra o preconceito na prática. A criança com deficiência se vê como atleta e a criança sem deficiência aprende a conviver com a diferença”, afirma Guilherme Carvalho, coordenador do projeto.

COMO FUNCIONA

Cada edição do festival funciona como um grande circuito itinerante. São montadas tendas com modalidades como Bocha Paralímpica, Vôlei Sentado, Parajiu-Jítsu, Futebol de 5 (para deficientes visuais), Basquete em Cadeira de Rodas, entre outras. Todas as atividades são gratuitas, abertas para toda a família e acompanhadas por profissionais capacitados.

O público-alvo são crianças, adolescentes, famílias e moradores do entorno. A meta do projeto é impactar 1.500 pessoas por festival, com expansão prevista para 20 modalidades até o final de 2026.

O projeto está amparado pela Lei Brasileira de Inclusão (13.146/2015) e pela Lei Geral do Esporte (14.597/2023), que garantem o acesso ao esporte como direito fundamental.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *