
O Consórcio formado por Flamengo e Fluminense para a gestão do Maracanã entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar barrar o jogo entre Vasco e Boca Juniors no estádio. O pedido acontece horas depois da decisão favorável aos vascaínos da Justiça do Rio de Janeiro. Nas últimas horas, a Conmebol avisou ao Vasco e à CBF que uma nova decisão judicial vetando o uso do Maracanã faria com que a partida fosse levada ao Paraguai.
O consórcio ingressou com uma suspensão de segurança. O caso deve ser analisado pelo presidente da Corte, o ministro Luis Felipe Salomão. O ministro é tio de Paulo Salomão, que deixou o cargo em de vice-presidente geral da gestão Pedrinho no final do ano passado. A petição foi apresentada para apreciação.
A decisão que favoreceu ao Vasco nesta terça-feira (13) foi do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, publicada no início da manhã. No sábado (10), Suely Lopes Magalhães havia concordado com os argumentos do Consórcio Fla-Flu dizendo que haveria risco de segurança, porque na próxima terça-feira (20) estava marcado para o Maracanãzinho um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo.
Foi neste ponto que o Vasco, com a união dos departamentos jurídicos da SAF e com o clube associativo, na figura de Alan Belaciano — presidente da Assembleia Geral do clube —, conseguiu a reversão da liminar. O Vasco argumentou que é impossível comparar um jogo de semifinal continental com um jogo de basquete e apontou má-fé do Consórcio.
Com a sentença, o Vasco voltou a vender os ingressos para o jogo, que agora estão esgotados. Vasco e Boca Juniors disputam o jogo de volta das semifinais da Sul-Americana na próxima terça-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília), até o momento, no Maracanã. O jogo de ida foi na Bombonera, onde o Vasco ganhou por 1 a 0.


