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Governo do Amazonas intensifica repressão e prisões por queimadas criminosas

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, determinou o reforço imediato das ações de fiscalização e repressão contra suspeitos de provocar queimadas no estado. A diretriz foi alinhada na manhã deste domingo (18) durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec). Até o momento, 11 pessoas foram presas no interior do estado por envolvimento em crimes ambientais, especificamente no município de Autazes, conforme balanço apresentado pelas forças de segurança.

Para conter o avanço do fogo na Região Metropolitana de Manaus e ao longo de rodovias críticas, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) mobilizou mais de 100 agentes do Comando de Policiamento Especializado e 25 viaturas extras, além de manter o suporte contínuo aos órgãos ambientais na Operação Tamoiotatá.

O combate em solo ganha reforço do Governo Federal, que anunciou a ampliação da frota aérea de apoio, aumentando de 11 para 16 as aeronaves destinadas ao estado. As estratégias de enfrentamento também foram pauta de uma agenda na sede da Suframa, à tarde, com a presença do vice-governador Serafim Corrêa e de ministros de Estado, incluindo as pastas do Meio Ambiente, Integração Nacional, Defesa e Justiça.

Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o estado já registrou 8.165 focos de calor até 17 de outubro, exigindo a atuação em mais de 3,7 mil ocorrências de incêndios.

Embora os severos efeitos do fenômeno El Niño — caracterizados pelas altíssimas temperaturas e baixa umidade relativa do ar — agravem o cenário na Amazônia Legal, o comando dos bombeiros alerta que a ação humana deliberada tem sido determinante para a proliferação desenfreada das chamas.

A fumaça que encobre a capital amazonense também sofreu influência direta de queimadas registradas no noroeste do Pará, em cidades como Óbidos e Juruti.

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