
O ala brasileiro Gui Santos vive a melhor fase da carreira na NBA, com mais minutos no Golden State Warriors, maior reconhecimento e a recente renovação de contrato. Apesar da evolução dentro de quadra, o jogador destaca que a rotina na liga envolve renúncias e distância da família.
Em passagem pelo Brasil, Gui comentou os bastidores da vida de atleta de alto rendimento e afirmou que o sucesso vem acompanhado de perdas pessoais.
“Você abdica da sua vida, de estar com sua família. Dia das Mães, aniversário, nascimento de filho… muita coisa você perde”, disse.
Rotina intensa e distância da família
Na temporada 2025/26, o brasileiro ganhou espaço na rotação dos Warriors e consolidou sua presença na equipe. Fora das quadras, porém, a rotina é marcada por treinos, viagens e pouco tempo livre.
“A rotina é correria: treino e viagem o tempo todo”, resumiu.
Para lidar com a distância, o atleta afirma que mantém contato frequente com a família por chamadas de vídeo e jogos online.
“Quando não estou treinando ou jogando, estou no videogame para falar com minha mãe e meu irmão”, contou.
Gui também destacou o papel da fé e da família no equilíbrio emocional durante a temporada.
Trabalho como diferencial
O jogador afirma que nunca se destacou por atributos físicos, mas pelo esforço constante ao longo da carreira.
“Eu nunca fui o mais forte ou o mais rápido, mas sempre fui o que mais trabalhou”, disse.
Ele também ressaltou que a temporada atual foi decisiva pela quantidade de oportunidades recebidas.
“Foi a temporada em que mais tive chance. Não teve desculpa, e consegui aproveitar.”
Inspiração e novos objetivos
Com a boa fase, Gui diz perceber o impacto de sua trajetória fora das quadras, especialmente entre jovens no Brasil.
“Ver crianças assistindo meus highlights me faz entender o que estamos fazendo aqui: dar exemplo”, afirmou.
Entre os objetivos, o brasileiro mira a conquista de um título da NBA e o sonho de atuar ao lado do irmão na liga.
“Nenhum outro irmão brasileiro jogou junto na NBA. Eu quero fazer isso”, disse.
Ao relembrar a própria trajetória, Gui afirma que o “eu do passado” teria orgulho do caminho percorrido.
“Se ele me visse hoje, diria: a gente conseguiu.”


