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IBGE: Amazonas tem um templo religioso para cada 68 pessoas

Ainda de acordo os dados do IBGE, o Amazonas tem 70 unidades de saúde para cada 100 mil habitantes.

O Amazonas é o estado mais religioso do Brasil, com 485 templos religiosos para cada 100 mil habitantes, ou seja, existe uma igreja para cada 68 domicílios. Atualmente, a população amazonense é estimada em 3.941.613 pessoas.

Os dados são do Censo demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira vez que o Instituto capta esse dado para todos os domicílios do país. 

No total, o Amazonas possui 19.134 mil templos religiosos. Além das igrejas, outras coordenadas foram colhidas pelo Censo, como estabelecimento de ensino e de saúde.

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Ao fazer um comparativo com os templos religiosos, o Amazonas dispõe de 180 escolas para cada 100 mil habitantes e 70 unidades de saúde para atender o mesmo número de população.

No total, são 7.052 mil escolas e 2.732 mil estabelecimento de saúde. Porém, o número de escolas e unidades de saúde inferior ao de igrejas é uma realidade nacional.

A região Norte domina todos os dados de templos religiosos. Na frente do Amazonas está apenas o Acre com 554 igrejas para cada 100 mil habitantes. Roraima e o Amazonas estão empatados com o mesmo número de estabelecimentos religiosos.

Crescimento das igrejas evangélicas

Para o sociólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Gilson Gil, o Brasil conseguiu fazer em 30 anos o que a Europa demorou 300 anos, quando os protestantes igualaram os católicos. Disse ainda que em dois censos, os evangélicos, em suas inúmeras denominações, devem dobrar no país.

“O catolicismo brasileiro era muito institucional, muito status quo, mesmo a Teologia da Libertação. Os evangélicos vieram com mais emoção, mais proximidade do povo, falando a linguagem da periferia, dos miseráveis. Podemos especular que as igrejas evangélicas entraram nos bairros e comunidades na ultimas décadas, levaram assistência social e apoio espiritual onde a igreja católica estava ausente”, explicou

Para o sociólogo, o crescimento religioso, em especial evangélico, afeta as bases do estado laico.

“Os evangélicos atuam agressivamente na politica, conquistando espaços, subsídios e isenções. A interferência da bancada evangélica no congresso, com mais de 220 parlamentares, é forte e incisiva. Misturam temas laicos e religiosos, inclusive na educação”, finalizou Gil.

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