
A indústria brasileira deu sinais de recuperação em julho de 2026 ao registrar uma tímida alta de 0,2% na comparação com junho, estancando a sequência de duas baixas consecutivas. O levantamento da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o setor acumula avanço de 1,1% no ano e 0,6% em 12 meses, apesar do recuo de 0,5% na comparação anual com julho do ano passado.
No cenário local do Amazonas, contudo, a reação do setor fabril enfrenta entraves específicos da região Amazônica. O Polo Industrial de Manaus (PIM), que vinha acumulando retração no primeiro semestre, lida com a pressão logística decorrente do início do período de vazante dos rios regionais e do custo de frete do abastecimento de insumos.
Enquanto setores de destaque nacional — como a produção de bens de consumo duráveis (3,2%) e equipamentos eletrônicos (12,2%) — puxaram o índice positivo do país, a indústria amazonense atua em ritmo de cautela. As empresas locais aceleram o planejamento logístico para garantir a entrega de insumos e o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus rumo aos grandes centros consumidores antes do pico da estiagem no segundo semestre, fator crucial para determinar se o estado acompanhará a estabilização verificada no índice nacional do IBGE.


