A iniciativa é realizada pelo BNDES e pelo Funbio, e a Eneva é a patrocinadora do edital, com aportes que somam aproximadamente R$ 11 milhões, divididos entre banco e empresa.

Projetos de restauração ecológica apoiados pela iniciativa Floresta Viva superaram as metas iniciais e já mobilizaram 413,57 hectares no Amazonas, dos quais 107,48 hectares tiveram a recuperação concluída em unidades de conservação do estado. Os resultados foram apresentados no II Seminário Floresta Viva Amazonas, realizado no Auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus.
Com aporte de R$ 11 milhões dividido entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa Eneva, sob gestão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a iniciativa financia duas frentes de trabalho iniciadas em março de 2024:
- Projeto do Idesam: Atua nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã e do Tupé, nas APAs Tarumã-Açu/Tarumã-Mirim e Sauim-de-Manaus, e no Parque Municipal do Mindu, utilizando sistemas agroflorestais e enriquecimento florestal.
- Projeto Reflora (Ipê): Conduzido na RDS Puranga Conquista, foca em sistemas agroflorestais multifuncionais, nucleação e regeneração natural assistida.
Até o momento, as ações conjuntas somam a produção de 61,4 mil mudas, o plantio de 77,3 mil espécimes nativas e a coleta de 1,7 tonelada de sementes. O programa estruturou 12 viveiros regionais com capacidade para produzir até 172 mil mudas por ano.
Além dos indicadores ambientais, o programa capacitou 179 moradores, gerou 34 empregos diretos e habilitou três grupos comunitários locais para executar serviços de restauração. A articulação visa garantir a sustentabilidade das áreas recuperadas por meio da inclusão social, da geração de renda e do fortalecimento das redes de coletores de sementes no território amazônico.


