Campanha reúne palestras, capacitações, ações educativas e atividades ambientais em Manaus e sete municípios do Amazonas.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) abriu nesta segunda-feira (1º), o Junho Ambiental 2026 apresentando resultados históricos alcançados em 2025 e ampliando sua atuação para o interior do estado. Com o tema ‘Proteção e Gestão Integrada’, a campanha deste ano contará com atividades em Manaus e outros sete municípios amazonenses, reunindo ações de educação ambiental, capacitações, orientações técnicas e iniciativas voltadas à conscientização da população sobre a preservação dos recursos naturais.
Durante a cerimônia, o Instituto destacou avanços em áreas como licenciamento, fiscalização, monitoramento ambiental e educação ambiental, além de anunciar uma programação que se estenderá ao longo de todo o mês de junho, com parte das atividades transmitidas ao vivo para ampliar o alcance das ações em todo o estado. A programação completa está disponível no portal do Ipaam (www.ipaam.am.gov.br).
O diretor-presidente do Instituto apresentou um balanço das ações desenvolvidas pelo Instituto em 2025. O Ipaam emitiu 3.851 licenças ambientais, o maior número da série histórica. O órgão também registrou recorde na análise de 22.406 Cadastros Ambientais Rurais (CAR), realizou 2.107 fiscalizações ambientais e alcançou 67,6 mil pessoas por meio de ações de educação ambiental. O período ainda registrou crescimento de 57% no licenciamento digital.
Além dos avanços nas atividades finalísticas, o Instituto também apresentou resultados expressivos na área de comunicação. Em 2025, o Ipaam alcançou 2 milhões de visualizações nas redes sociais, ampliou em 370% o alcance digital e contabilizou 1.047 inserções em matérias de rádio e televisão, fortalecendo a divulgação das ações ambientais desenvolvidas pelo órgão.
Os indicadores positivos seguem em 2026. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o Instituto analisou 3.959 CARs, monitorou 2.891 alertas ambientais e ampliou em 62% o número de fiscalizações em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo período, as ações de educação ambiental alcançaram mais de 7 mil pessoas e a arrecadação mensal do Instituto superou R$ 3 milhões.
Lendas amazônicas
Outro destaque do Junho Ambiental 2026 é a utilização das lendas amazônicas para representar os principais eixos de atuação do Instituto. O Curupira simboliza o monitoramento ambiental; a Caipora representa a fiscalização; a Iara está associada ao licenciamento ambiental; e o Boto representa as ações de educação ambiental.
A proposta utiliza elementos da cultura amazônica para aproximar a população das atividades desenvolvidas pelo Ipaam e reforçar a importância da preservação ambiental por meio de uma linguagem acessível e conectada à identidade regional.
Cooperação institucional
A abertura do Junho Ambiental também marcou a assinatura de Protocolos de Intenções entre o Ipaam, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) e a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf).
Os documentos foram assinados pelo diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço; pelo diretor de planejamento do Idam, Victor Góes; pela diretora-presidente da Afeam, Cristina Coelho; e pelo diretor-presidente da Adaf, José Augusto Omena.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre os órgãos estaduais para ampliar ações de regularização ambiental, assistência técnica, acesso ao crédito, educação ambiental e incentivo à produção sustentável no Amazonas.
Ainda da programação
Ainda na tarde desta segunda-feira, a programação do Junho Ambiental 2026 contou com a palestra magna “Florestas urbanas e conservação na Amazônia: desafios para o planejamento e gestão ambiental com apoio das geotecnologias”, ministrada pelo diretor do Centro de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professor doutor André Luiz Alencar de Mendonça.
A atividade abordou o uso de geotecnologias no monitoramento e na gestão ambiental, destacando a importância da integração entre ciência, tecnologia e planejamento para a conservação das áreas verdes urbanas e periurbanas da Amazônia.


