Bruno e Dom: Juiz nega liberdade a envolvidos nas mortes

O juiz Fabiano Verli, da Justiça Federal do Amazonas, manteve a prisão preventiva de quatro pescadores investigados por suspeita de envolvimento nas mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips.

Eles foram presos pela Polícia Federal em junho e agosto deste ano no Vale do Javari, no oeste do Amazonas, local onde as vítimas foram assassinadas.

Entre os presos estão Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado; o filho dele, Amarílio de Freitas de Oliveira; Jânio Freitas de Souza; e Laurimar Lopes Alves.

Ao analisar a prisão deles, o juiz considerou que a gravidade do caso. “O crime é muito sério e se insere num panorama triste de desordem e vale-tudo no Vale do Javari.

Como tenho dito faz algum tempo, há uma tendência de as apreensões serem de toneladas de peixes nesta área. A pesca ilegal é um grande negócio, embora insustentável, claro”, afirmou Fabiano Verli.

O magistrado também classificou como “tentadora” a possibilidade de os presos não se manterem à disposição da justiça caso sejam soltos, pois, conforme o juiz, eles não têm vínculos profissionais “fortes e estáveis” com o local.

“Não vejo qualquer ilegalidade ou mudança relevante do estado de coisas que implique a cessação desta medida cautelar”, disse Fabiano Verli.

Amarildo foi preso em junho deste ano junto com Oseney de Oliveira, o Dos Santos, e Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha. Os outros três (Jânio, Laurimar e Amarílio) foram presos em agosto, com dois irmãos de Amarildo: Otávio e Eliclei Costa de Oliveira. Eles são suspeitos de participar da ocultação dos corpos de Bruno e Dom.

Em outubro deste ano, Fabiano Verli determinou a transferência de Amarildo, Oseney, Jefferson e Rubens da Silva Villar para um presídio federal de segurança máxima. O magistrado apontou um “receio de queima de arquivo”.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *