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Juíza exige laudo psiquiátrico de homem que incendiou lotérica

A juíza Juline Rosa Neres, da Comarca de Manaus, deu 45 dias para que enfermaria psiquiátrica da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (SEAP) entregue o laudo do exame médico psiquiátrico do Luís Domingo Siso, de 60 anos, autor do incêndio em uma lotérica que matou três pessoas em Manaus.

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O crime ocorreu no dia 16 de agosto de 2022.

“Oficie-se à Direção da Enfermaria Psiquiátrica da Unidade Prisional onde se encontra recolhido o Periciando/Acusado, a fim de que designe data/horário para que Luis Domingo Siso seja submetido a exame médico psiquiátrico, de tudo informando nos autos. O Laudo deverá ser apresentado no prazo máximo de 45 dias”, diz trecho da decisão.

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Através do exame, a juíza vai decidir se o homem poderá ser punido pelos crimes homicídio contra Andrielen Mota de Assis, e de homicídio contra Carlos Henrique da Silva Pontes, Henison Diego da Silva Mota e Stefani do Nascimento Lima. Todos eram funcionários da lotérica incendiada e estavam trabalhando no momento do ataque.

O incêndio ocorreu em uma casa lotérica localizada no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro Histórico de Manaus.

De acordo com as investigações, no dia da ocorrência, os quatro funcionários da casa lotérica estavam trabalhando quando Luis chegou ao local em um táxi carregando 60 litros de gasolina. O homem derramou o líquido no chão e atou fogo.

A promotora de justiça afirma que as vítimas não puderam se defender. “As vítimas tiveram dificuldade em virtude de se encontrarem trabalhando no local, sendo impedidas de se defender de qualquer forma, razão pela qual três delas (Stefani, Carlos Henrique e Henison) não resistiram aos ferimentos e vieram a óbito”, afirma Clarissa Brito.

Durante a confusão, o homem foi agredido por um grupo de pessoas e ficou gravemente ferido, conforme apontam relatórios médicos, e foi encaminhado ao Hospital João Lúcio. No mesmo dia, a polícia o prendeu em flagrante e, no dia seguinte, o juiz Luís Alberto Nascimento Albuquerque, da Central de Plantão Criminal, converteu a prisão em preventiva.

O inquérito policial aponta que o homem atuou sozinho no ataque criminoso. Os investigadores ouviram o frentista que vendeu 60 litros de gasolina para Luis e o taxista que o levou ao posto de gasolina e depois o deixou na casa lotérica no dia do incêndio.

Ambos afirmaram que em nenhum momento desconfiaram do homem, que não apresentou nervosismo algum.

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