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Júri aceita acusação contra PM por morte trans em Manaus

O Tribunal do Júri aceitou a acusação contra o cabo Jeremias Costa Silva, da Polícia Militar, e ele deverá ser julgado pelo assassinato da transexual Manuella Otto.

A vítima foi morta em fevereiro de 2021 em um motel. O PM foi preso no mesmo mês após se apresentar na delegacia.

A decisão é da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o réu foi pronunciado, quando o juiz entende que o caso se trata de crime doloso contra a vida e ele vai a júri popular.

No entanto, a defesa do policial recorreu da sentença, e agora, o processo será remetido ao TJAM para julgamento do recurso.

Ainda segundo nota do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o processo corre em segredo de Justiça e a defesa do policial militar recorreu da decisão, onde o processo passará pro novo julgamento.

Caso o tribunal mantenha sua decisão, a causa, enfim, será pautada julgamento em plenário. O PM responde ao processo preso ou em liberdade.

O crime

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), crime aconteceu na noite do dia 13 de fevereiro de 2021, quando o acusado e a vítima estavam em um motel.

A suspeita da polícia é que eles tiveram algum desentendimento e Jereminas atirou contra Manuella.

A polícia informou que a transexual foi atingida por um tiro no peito, não resistiu e morreu no local.

Após cometer o crime, o policial militar entrou no carro e tentou sair do motel, mas a atendente não quis abrir a porta.

Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento em que o suspeito fugiu do local.

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