
A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus encerrou, nesta quinta-feira (3/8/2026), o julgamento da Ação Penal n.º 0225777-46.2022.8.04.0001, referente ao ataque armado contra uma viatura policial que transportava custodiados nas proximidades do Fórum de Justiça Min. Henoch Reis, ocorrido em 6 de janeiro de 2022. A sessão plenária, iniciada na segunda-feira (31/8) e presidida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, apurou acusações de homicídios consumados, tentados e organização criminosa.
O réu Level de Freitas Vilhena recebeu a maior pena, somando 102 anos e 7 meses de reclusão, além de 15 dias-multa, em regime inicial fechado. Ele foi condenado por dois homicídios qualificados consumados (contra Matheus Danilo Barros Dias e Antônio Marlon Silva dos Santos), dois tentados (contra Patrick Régis de Sena e Priscila Silva de Souza) e por integrar organização criminosa com emprego de armas de fogo. Por já estar preso, Level teve a custódia mantida com expedição de guia de execução provisória, com base no Tema 1.068 do Supremo Tribunal Federal.
Decisões para os demais réus

- Absolvidos das mortes e condenados por organização criminosa: Paulo Selen Ramos Xaud, Thiago Xavier da Silva e Pedro Henrique Freitas Gonçalves foram apenados, cada um, a 5 anos, 5 meses e 7 dias de reclusão no regime semiaberto. Como responderam ao processo em liberdade, continuarão assim até o trânsito em julgado.
- Desclassificação do crime: Luiz Gustavo Ferreira dos Santos teve afastada a participação nos homicídios e responderá por fraude processual, fixada a pena em 6 meses de detenção em regime aberto.
- Absolvição total: O Conselho de Sentença absolveu Samuel Alves de Andrade, Genneson Wesley Margarido Costa e Erasmo de Lima Cordovil Júnior de todas as acusações.
- Processos desmembrados: Vinícius Emanuel Araújo e Lucas Pimentel Silva terão seus julgamentos realizados em datas separadas.
A acusação foi conduzida pelos promotores de justiça Márcio Pereira de Melo, Marcelo Bitarães e Thiago de Melo Roberto Freire. A defesa dos réus contou com os advogados Arlyson Alvarenga do Nascimento, Sandra Regina dos Santos, Eguinaldo Gonçalves de Moura, Melquisedec Freitas Pantoja e o defensor público Lucas Fernandes Matos. Cabe recurso contra a sentença.


