
A um mês da eleição que escolherá novos membros da Mesa Diretora da CMM (Câmara Municipal de Manaus), o vereador Marcelo Serafim (Avante), líder do prefeito David Almeida (Avante) renunciou à função.
“Hoje eu não tenho nenhuma condição de continuar na liderança”, anunciou o parlamentar, sem explicar o motivo da renúncia.
Após o pronunciamento e mais calmo, o vereador disse a causa para a renúncia foi a divisão da bancada.
“Essa Câmara precisa se unir, precisa ser madura nas decisões que vai tomar, num momento em que eu vejo de forma clara uma divisão. As coisas não poderiam ter chegado onde chegaram”, disse, sem citar especificamente a escolha do novo presidente da Casa.
A eleição para o próximo presidente da Câmara e demais cargos está prevista para acontecer na última sessão deste ano, em 21 de dezembro. Porém, se houver antecipações de reuniões, essa data pode mudar.
O atual presidente, David Reis (Avante) manobra nos bastidores para mudar as regras da eleição e apresentar, com apoio de membros da bancada do prefeito, emenda à Lei Orgânica permitindo a reeleição dentro do mesmo mandato.
Há uma tradição no parlamento que no segundo biênio do mandato, o presidente da Câmara passa a ser o líder do Executivo. Raras vezes esse “acordo de cavalheiros” não foi cumprida.
Marcelo Serafim disse que comunicou a renúncia ao prefeito na quinta-feira passada (17). “Na vida existe tempo para tudo. Há tempo de plantio, tempo de colheita, tempo de emergir, tempo de submergir”, disse Marcelo Serafim ao anunciar na tribuna da Câmara que não será mais líder do Executivo.
“Respeito o prefeito David, ajudarei no que for preciso, na votação do Orçamento, mas eu tenho a mais absoluta certeza que o prefeito David Almeida vai encontrar um nome que possa fazer um trabalho muito melhor que eu fiz. Que possa dar atenção à base. Que possa ser líder de fato. Hoje eu não tenho nenhuma condição de continuar na liderança”, disse.
“Cumpri o meu dever ao longo desses dois anos sendo leal aos meus pares, à base e aos adversários. Absolutamente ninguém tem o direito ou tem autoridade para diminuir o poder legislativo. A gente chega um momento da vida que tem que tomar posições, entender o jogo, aprender a jogar o jogo”.
“Quero agradecer a todos os meus colegas vereadores e vereadoras que ao longo dos últimos dos anos foram solidários comigo em momentos difíceis, em debates intensos dentro deste plenário”, afirmou.


