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Mãe de ex-Sinhazinha da Fazenda do Garantido deixa a prisão

Após deixar regime fechado, Cleusimar Cardoso se manifesta pela primeira vez em carta aberta aos funcionários do Belle Femme

Após deixar o regime fechado, Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, manifestou-se pela primeira vez por meio de uma carta aberta encaminhada aos profissionais do salão Belle Femme, empreendimento fundado por ela em 2001. Intitulada “Belle Femme — Uma história de amor, raízes, cores e propósito”, a mensagem resgata a trajetória da empresa, relembra a participação dos filhos em sua construção e aborda os desafios enfrentados pela família após a morte de Djidja.

Ao longo do texto, Cleusimar recorda que criou o salão para garantir o sustento dos filhos, ainda crianças na época. A empresária destaca a contribuição de Djidja para a identidade e o crescimento do Belle Femme, especialmente nas áreas de beleza, divulgação e administração. Também atribui a Ademar participação na modernização dos processos e na organização do negócio. “Eu fui a primeira. Eu plantei a primeira semente”, escreveu, ao comparar a empresa a uma árvore construída a partir das raízes familiares.

Um dos pontos centrais da carta é o pedido de acolhimento a Ademar, irmão de Djidja, também envolvido nos desdobramentos judiciais do caso. Cleusimar afirma que reconhecer a trajetória do filho não significa diminuir a memória da filha. “Acolher Ademar não significa esquecer Djidja. Amar Djidja não exige rejeitar Ademar. Ninguém precisa escolher”, declarou. A empresária também pede que os profissionais conheçam a história da família para além das notícias e ressalta que as questões judiciais devem ser esclarecidas com base em documentos e provas.

Na manifestação, Cleusimar aborda ainda a repercussão envolvendo o uso de seringas no salão. Segundo sua versão, o material era utilizado originalmente para dosar produtos de beleza e evitar desperdícios, prática que atribui a uma iniciativa de Djidja após um curso de empreendedorismo. A explicação apresentada na carta representa o relato da empresária e não substitui a apuração judicial dos fatos relacionados ao caso.

Ao encerrar a mensagem, Cleusimar fala sobre fé, memória e reconstrução, além de reafirmar o desejo de preservar o legado de Djidja e dar continuidade às atividades do Belle Femme. “E agora existe um novo momento. Um momento de reencontro. Um momento de acolhimento. Um momento de reconstrução”, escreveu. A carta termina com uma mensagem dirigida aos funcionários: “Nós somos Belle Femme. E essa história, minha gente, ainda não terminou.”

Sobre o caso

Cleusimar Cardoso foi presa no âmbito das investigações relacionadas à morte da filha Djidja Cardoso, em 2024. Após decisão judicial, no dia 29 de setembro deste ano deixou o regime fechado e passou ao semiaberto, sujeito às condições estabelecidas pela Justiça.

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