Na capital do Amazonas, a taxa de famílias com dívidas atrasadas era de 51% em 2023, regrediu para 41% um ano depois e, agora, voltou a subir significativamente, com 49% dos lares inadimplentes.

No começo deste ano, cinco em cada dez famílias da capital amazonense tinham uma conta vencida. A informação veio da Radiografia do Endividamento de 2026, estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com dados do começo deste ano – e coloca Manaus como a segunda capital mais inadimplente do país, depois de Belo Horizonte (MG).
A taxa de famílias com dívidas atrasadas era de 51% em 2023, regrediu para 41% um ano depois e, agora, voltou a subir significativamente, com 49% dos lares inadimplentes, segundo o estudo. O valor financeiro de famílias com dívidas na cidade era de 87%. Na média do País, quase um terço (29%) das famílias entrou em 2026 com ao menos uma dívida em atraso.
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Ainda segundo a FecomercioSP, embora tenha havido certo equilíbrio na renda das famílias brasileiras em 2025, a expansão das dívidas cresceu na mesma magnitude, o que deve pressionar a capacidade de pagamento de suas despesas no futuro próximo.
Os dados da Radiografia do Endividamento de 2026 também mostram que a quantidade de famílias com dívidas voltou a subir no Brasil: de 78% em 2023, diminuiu para 76% em 2024 e, agora, chegou a oito em cada dez lares (80%). Da mesma forma, as situações mais preocupantes ocorrem em capitais como Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), além de Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ).
Considerando que o Brasil ganhou 1 milhão de novas famílias endividadas nesse período (de 11,98 milhões em 2023 para 12,96 milhões atualmente), é possível dizer que o fenômeno é mais generalizado do que demográfico, embora os efeitos estejam espalhados de formas distintas pelas capitais. Trata-se de uma expansão que pressiona o sistema de crédito do País, colocando o futuro próximo sob risco.


