
A capital amazonense alcançou um marco histórico na modernização de sua gestão pública. Graças a uma série de reformas burocráticas e investimentos em tecnologia, Manaus entrou no top 10 nacional de agilidade empresarial, reduzindo o tempo médio de abertura de novos negócios para apenas 11 horas. O índice é menos da metade da média registrada nas demais capitais brasileiras, que hoje gira em torno de 24 horas.
Os dados constam no balanço do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), do governo federal, atualizado até maio deste ano. O avanço é resultado direto de intervenções estratégicas lideradas pela Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef).
Essa agilidade no atendimento blindou a economia local e impulsionou um crescimento de 19,4% na abertura de empresas no bimestre de abril e maio, saltando de 8.188 para 9.780 novos empreendimentos ativos na cidade.
Foco na atração de investimentos e novos empregos
Para o secretário da Semef, Alessandro Ribeiro, a marca reflete uma gestão voltada para a transformação social e econômica por meio da tecnologia digital.
“O nosso papel na Semef, sob a orientação do prefeito Renato Junior, tem sido o de desatar nós burocráticos que historicamente travavam o crescimento de Manaus. Ao reduzirmos o tempo de abertura de uma empresa para 11 horas, estamos gerando emprego na ponta, facilitando a vida do microempreendedor e mostrando ao mercado que a nossa capital possui segurança jurídica, infraestrutura digital robusta e total eficiência para receber novos investimentos”, destacou o secretário.
Integração tecnológica e o fim dos ruídos burocráticos
O pilar central dessa guinada foi a consolidação do Sistema de Licenciamento Integrado Municipal (SLIM), coordenado pela Subsecretaria de Gestão da Semef. Paralelamente, a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (SubTI) adotou um novo modelo de governança, desmembrando contratos corporativos de TI para dar autonomia direta a cada subsecretaria finalística junto às fábricas de software.
No campo da integração de dados, o município está atualizando as ferramentas da Redesim municipal para a versão 2.20, o que elimina falhas de comunicação técnica entre a Prefeitura, a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) e a Receita Federal. Além disso, os procedimentos foram alinhados às novas regras da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), garantindo maior segurança jurídica e previsibilidade para investidores.
Emissão de alvarás definitivos em alta
Os reflexos práticos já são sentidos pelo setor produtivo. De acordo com o subsecretário de Gestão da Semef, Alain Costa, a microengenharia de processos permitiu que mais de 81% das empresas abertas em 2026 obtivessem a concessão direta de Alvarás de Localização e Funcionamento, totalizando 4.268 documentos entregues — sendo 97% deles em caráter definitivo.
“Ao mesmo tempo, o volume de alvarás provisórios recuou 18,06%, uma métrica extremamente positiva que comprova que o município passou a liberar as licenças definitivas de forma direta e rápida, extinguindo a necessidade de concessões temporárias”, explicou Alain.
Salto histórico no licenciamento ambiental
Outro grande destaque da cooperação institucional ocorreu na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Com o suporte técnico e presencial contínuo das equipes de tecnologia da Semef, o órgão registrou um salto de 373,33% na liberação de licenças ambientais (nas modalidades de Conformidade, Implantação e Operação), avançando de 15 para 71 emissões homologadas.
Com essa virada de chave baseada em inteligência de dados e desburocratização, a Prefeitura de Manaus consolida suas diretrizes de desenvolvimento, transformando a máquina pública em uma plataforma facilitadora, segura e altamente eficiente para o mercado e para o cidadão.


