
Em uma resposta direta ao agravamento dos incêndios florestais e à crise na qualidade do ar que afeta a Região Metropolitana e o interior do estado, o Governo Federal instalou nesta terça-feira (20), oficialmente em Manaus um Estado-Maior Conjunto. A nova estrutura de comando militar reúne as Forças Armadas, órgãos federais de fiscalização e forças de segurança estaduais para integrar e agilizar as ações de combate às queimadas e a apuração de crimes ambientais na Amazônia.
O anúncio foi consolidado durante reunião na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), com a presença de autoridades federais e estaduais. O objetivo central da iniciativa é centralizar o planejamento tático, encurtar o tempo de resposta do poder público e garantir a mobilização imediata de efetivo e equipamentos em áreas estratégicas de difícil acesso.
Reforço Operacional e Repressão a Incêndios Criminosos
A instalação do comando unificado é acompanhada por um expressivo aumento na infraestrutura de combate ao fogo e na fiscalização em campo:
- Efetivo e Logística: As operações ganham o reforço de 16 aeronaves, quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e contingentes ampliados de brigadistas e militares.
- Investigação e Monitoramento: O comando apoiará o uso de tecnologias de inteligência, como o monitoramento aéreo por drones térmicos, para identificar rapidamente novos focos de calor e direcionar equipes terrestres e policiais para locais com suspeita de ação criminosa.
- Apuramento de Delitos: As frentes de segurança atuam para coibir o uso ilegal do fogo no preparo de pastagens e desmatamento, intensificando a identificação e responsabilização dos autores.
Mitigação dos Impactos na Saúde Pública e na Rotina
Além do braço operacional e ostensivo na floresta, o plano de contenção abrange ações emergenciais na área social e sanitária. Com a constante suspensão de atividades escolares e a alta de atendimentos médicos causados pela fumaça em Manaus e municípios vizinhos, o Governo Federal também viabilizou a instalação de uma base descentralizada da Força Nacional do SUS na capital amazonense.
A estrutura busca dar suporte direto à rede pública de saúde e aliviar a pressão nos prontos-socorros provocada pela alta no número de pacientes com complicações respiratórias.


