
Com acumulado de 10,12%, Manaus lidera entre as capitais a alta nos preços dos aluguéis residenciais no primeiro trimestre de 2026, de acordo com o Índice Fipezap de Locação. Em março, o índice na capital do Amazonas teve alta de 3,60%, após um crescimento de 4,03% de fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento é de 5,20%, com preço médio por metro quadrado de R$ 52,63.
Manaus registrou a segunda maior rentabilidade do aluguel entre as capitais, com 8,40%. A Rentabilidade do aluguel, segundo o índice, é a razão entre o preço médio de locação e o preço médio de venda dos imóveis é uma medida de rentabilidade (rental yield) para o investidor que opta por adquirir o imóvel com a finalidade de obter renda com o aluguel residencial, permitindo a sua comparação com aplicações alternativas.
Com base em dados de março de 2026, o retorno médio do aluguel residencial na média nacional foi avaliado em 6,05% ao ano, taxa que se manteve em patamar inferior à rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses. Em termos comparativos, a rentabilidade do aluguel foi relativamente maior entre imóveis com um dormitório (6,73% ao ano (a.a.), contrastando com o menor percentual entre unidades com quatro ou mais dormitórios (4,95% a.a.).
Por que os preços subiram tanto na capital?
Especialistas do setor imobiliário local apontam que Manaus vive um fenômeno de “readequação de oferta”. Apesar do crescimento de 24% no mercado imobiliário em 2025 (superando a marca de R$ 3 bilhões em vendas), a entrega de novos empreendimentos residenciais ainda se concentra muito em bairros periféricos ou em lançamentos do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Nas regiões centrais e nos bairros mais buscados, a escassez de unidades prontas para morar empurra os preços para cima. Entre as áreas que mais puxam essa média estão:
- Adrianópolis e Ponta Negra: Mantêm o status de m² mais caro da cidade.
- Parque 10 e Flores: Alta demanda por classe média e proximidade com centros comerciais.
- Tarumã e Lago Azul: Vetores de expansão que começam a sofrer valorização rápida pela infraestrutura emergente.
Brasil
Os preços dos aluguéis residenciais seguem em alta no início de 2026, ficando acima da inflação e se espalhando pela maior parte do País. Em março, o Índice Fipezap de Locação avançou 0,84%, mantendo o ritmo de valorização, ainda que com leve desaceleração em relação a fevereiro, quando subiu 0,94%.
O resultado do último mês superou a variação dos preços de venda de imóveis no período, que chegou a subir 0,48%, e ficou próximo da inflação oficial ao consumidor medida pelo IPCA, que teve alta de 0,88%, indicando um mercado de locação ainda aquecido, de acordo com o levantamento.
Aracaju, por exemplo, teve alta de 6,53%. Já Campo Grande subiu 4,64% e Manaus 3,60%, liderando as maiores altas do mês de março. Isso também sinaliza uma valorização mais intensa fora dos grandes centros tradicionais. Já mercados tradicionais como São Paulo subiu 0,56% e Rio de Janeiro teve alta de 1,59%, seguindo em trajetória ascendente, mas já em um ritmo mais moderado.
No acumulado do primeiro trimestre, o Índice Fipezap registra alta de 2,45%, superando tanto o IPCA, que chegou a subir 1,92%, quanto o IGP-M, com alta 0,19% no mesmo período.
No horizonte dos últimos 12 meses, os aluguéis acumulam alta de 8,63%, mais que o dobro da inflação oficial, de 4,14%. A valorização disseminada — presente em 34 das 36 cidades — mostra ainda que o encarecimento da locação não é pontual, mas estrutural. Isso porque reflete fatores como juros elevados, que dificultam a compra de imóveis; maior demanda por aluguel, e oferta ainda restrita em algumas regiões.
O preço médio do aluguel no país chegou a R$ 52,34 por metro quadrado em março. Entre as capitais, São Paulo lidera com o metro quadrado a R$ 63,63, seguida de Belém e Recife.
Já a rentabilidade média do aluguel (o chamado rental yield) foi estimada em 6,05% ao ano, o que fica abaixo do retorno de aplicações financeiras no cenário atual de juros elevados, segundo o Fipezap. Na prática, isso indica que, embora o aluguel esteja mais caro, o investimento imobiliário ainda enfrenta concorrência forte de ativos financeiros.


