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Manaus tem 19 bairros com alta infestação pelo Aedes aegypti

Manaus registrou este ano, de janeiro a 11 de maio, 208 casos confirmados de dengue, em uma redução de 73,6% em relação ao período de janeiro a maio de 2022, quando houve a confirmação de 787 casos.

O 1º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano de 2023, realizado entre 10 e 26 de abril, aponta um índice de infestação predial de 2,5% em Manaus.

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O resultado mantém o município com uma classificação de médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes.

Dos 63 bairros da capital monitorados pelo Mapa de Vulnerabilidade 19 bairros estão em alta vulnerabilidade para as doenças transmitidas pelo mosquito:

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Zona Norte

  • Tarumã-Açu,
  • Tarumã,
  • Planalto,
  • bairro da Paz,
  • Alvorada,
  • Lírio do Vale,
  • Compensa

Zona Oeste;

  • São Jorge e Santo Antônio
  • Santa Etelvina,
  • Colônia Terra Nova,
  • Monte das Oliveiras
  • Cidade Nova

Zona Leste

  • Jorge Teixeira,
  • São José,
  • Coroado,
  • Tancredo Neves
  • Gilberto Mestrinho

Zona Sul

  • Japiim

Manaus também tem 27 bairros em média vulnerabilidade:

Zona Sul

Parque 10 de Novembro, Nossa Senhora de Aparecida, Centro, Distrito Industrial I, Morro da Liberdade, Presidente Vargas, Chapada, São Geraldo, Petrópolis, Raiz, Aleixo, Nossa Senhora das Graças e São Lázaro;

Zona Oeste

Nova Esperança, Redenção, Santo Agostinho, Dom Pedro, Vila da Prata e São Raimundo

Zona Norte

Cidade de Deus, Novo Aleixo e Novo Israel ; Armando Mendes, Distrito Industrial II, Colônia Antônio Aleixo, Zumbi

Zona Leste

Puraquequara

Em baixa vulnerabilidade, Manaus tem 17 bairros: Flores, Vila Buriti, Adrianópolis, Betânia, São Francisco, Praça 14, Cachoeirinha, Educandos, Santa Luzia, Crespo, Colônia Oliveira Machado (zona Sul); Ponta Negra e Glória (zona Oeste); Lago Azul, Nova Cidade e Colônia Santo Antônio (zona Norte); Mauazinho (zona Leste).

“As ações de controle e prevenção são realizadas de forma contínua, priorizando as áreas de maior vulnerabilidade, incluindo o trabalho dos Agentes de Controle de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde com a visita casa a casa para intensificação de atividades de educação em saúde”, destaca Alinne.

Casos

O município de Manaus registrou este ano, de janeiro a 11 de maio, 208 casos confirmados de dengue, em uma redução de 73,6% em relação ao período de janeiro a maio de 2022, quando houve a confirmação de 787 casos.

Nesse mesmo período, o número de casos notificados de dengue chegou a 785, apresentando redução de 35,7% em relação ao ano passado.

Também houve o registro em Manaus de 12 casos confirmados de zika vírus e 12 casos de febre chikungunya, em uma redução, respectivamente, de 72,7% e 53,8%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, explica que o período sazonal para as doenças transmitidas pelo Aedes segue de novembro a maio, com a reprodução do mosquito sofrendo influência das variações da temperatura, e a população deve manter o alerta para evitar risco de ter criadouros do mosquito nos imóveis.

LIRAa

Para a execução do LIRAa, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizou visitas a 26.494 imóveis selecionados por amostragem em todos os 63 bairros de Manaus, envolvendo 304 profissionais, buscando identificar e coletar as larvas do mosquito vetor de transmissão da dengue, zika vírus e febre chikungunya, eliminando ou tratando os potenciais criadouros do Aedes.

A diretora de Vigilância Ambiental, Epidemiológica, Zoonoses e de Saúde do Trabalhador da Semsa, enfermeira Marinélia Ferreira, explica que o LIRAa é um instrumento utilizado para identificar o nível de risco nos municípios, que pode ser alto, médio (valores entre 1,0 e 3,9) ou baixo.

O LIRAa também apontou um Índice de Breteau, percentual de depósitos com focos de mosquitos, de 3,4%, com a identificação de depósitos que mais contribuem para a proliferação do Aedes aegypti em Manaus: recipientes tipo D2, tais como, lixo recipientes, garrafas, latas, ferro velho, representam 40,2% dos depósitos encontrados; depósitos tipo A2 de armazenamento de água para consumo em nível de solo, como tambores, tonéis ou camburões, barril, tina etc., representaram 23,2%; e depósito tipo B, conhecido como depósitos móveis, vasos, frascos com água, pratos, pingadeiras e bebedouros representaram 23% dos depósitos predominantes.

Segundo a gerente de Vigilância Ambiental e Controle de Agravos por Vetores da Semsa, enfermeira Alinne Antolini, a análise do resultado do percentual de depósitos mostra a importância do envolvimento de outras secretarias municipais nas ações de combate ao mosquito, demonstra a necessidade contínua de reforço nas medidas de orientação à população quanto ao correto armazenamento de água para consumo humano e aponta ainda que a participação efetiva da população é essencial para a eliminação dos recipientes encontrados dentro dos imóveis.

“A Semsa já realiza um trabalho com o apoio de secretarias municipais, como a de Limpeza Urbana, a Semulsp, que mantém trabalho permanente de Educação em Saúde sobre o cuidado com o armazenamento de água e a importância de evitar qualquer tipo de criadouros nas residências”, afirma Alinne.

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