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Manaus tem 3.284 casos de malária; veja cuidados contra doença

Capital amazonense em alerta: sazonalidade e alta na procura por lazer elevam risco para enfermidade.

Em Manaus de janeiro a 30 de junho de 2026 – foram registrados 3.284 casos de malária. O número acende o alerta das autoridades de saúde, especialmente porque o município entra agora em seu período sazonal (entre junho e setembro), intervalo que historicamente apresenta um aumento médio de 52,3% nos registros da doença em comparação com os primeiros cinco meses do ano.

Para se ter uma dimensão do desafio no cenário recente, no ano passado, Manaus fechou o ano com 8.383 casos, dos quais 3.341 (quase 40% do total) foram diagnosticados exatamente no período de junho a setembro.

O Fator Ambiental e o “Verão Amazônico”

A explicação para a concentração de casos nesta época do ano é geográfica e climática. Com a vazante dos rios, formam-se criadouros naturais para o mosquito Anopheles, transmissor da doença.

Somado a isso, o período coincide com as férias escolares e com os meses mais quentes do ano. De acordo com a enfermeira Marinélia Ferreira, diretora da Dvae/Semsa, o comportamento da população potencializa o risco:

“Com o início do verão amazônico, muitas pessoas procuram áreas de lazer e permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito transmissor, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.”

O alerta é redobrado para quem frequenta balneários, sítios, igarapés, assentamentos periurbanos e áreas rurais das zonas Norte, Leste e Oeste da capital.

Diagnóstico em Minutos: Onde Buscar Ajuda

A Prefeitura de Manaus disponibiliza o exame para diagnóstico em 55 pontos de atendimento distribuídos estrategicamente:

  • 38 pontos na zona urbana;
  • 17 pontos na zona rural.

A rede municipal utiliza exames simples e testes rápidos. Segundo Alciles Comape, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, a rapidez no resultado viabiliza o tratamento imediato, que é gratuito e cura a doença. O grande perigo, alerta a Semsa, é a automedicação ou a interrupção do tratamento, que podem levar a quadros graves e até ao óbito.

Sintomas e Prevenção: O que Fazer?

Os sintomas costumam surgir de 7 a 15 dias após a picada do mosquito infectado. Fique atento a:

  • Febre alta e calafrios;
  • Tremores e sudorese intensa;
  • Dor de cabeça e dores no corpo;
  • Fadiga e mal-estar geral.

Como se proteger: Ao frequentar áreas de mata ou próximas a cursos d’água, use roupas de mangas compridas, calças compridas e repelente. Evite a exposição ao amanhecer e ao entardecer e, se for pernoitar nessas regiões, certifique-se de utilizar mosquiteiros ou telas nas janelas.

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