Manobra pode garantir a Trump a realização do “sonho” de campanha: muro entre “vizinhos”

O presidente americano declarou nesta sexta-feira (15), emergência nacional. Na prática, a emergência permite que Trump drible o Congresso e consiga o dinheiro para cumprir sua mais famosa promessa de campanha: construir um muro na fronteira, uma vez que a manobra permite que o Congresso seja ignorado, e os bilhões de dólares para o muro liberado.

Na quinta-feira (14), o Congresso aprovou a liberação de US$ 1,3 bilhão para construir barreiras em pontos específicos da fronteira, mas não um muro, e não os US$ 5,7 bilhões que Trump queria.

Com a declaração de emergência, Trump pretende conseguir até US$ 8 bilhões para a obra.

“Vou assinar uma emergência nacional porque temos uma invasão de drogas, uma invasão de gangues, uma invasão de pessoas e isso é inaceitável”, disse Trump.

OPOSIÇÃO – Muitos deputados e senadores, inclusive alguns do próprio partido de Trump, criticaram a declaração. A cúpula do Partido Democrata, de oposição, chamou a medida de inconstitucional, dizendo que ela interfere no equilíbrio entre os poderes, e convocou os republicanos a se unirem em defesa da Constituição.

Em um comunicado conjunto, a presidente da Câmara e o líder democrata no Senado disseram vão lutar contra a medida no Congresso e nos tribunais e que o presidente não está acima da lei e o Congresso não pode deixar que Trump rasgue a Constituição.



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