
O avanço dos projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) na Amazônia ocorre em ritmo acelerado, mas sem a devida regulação e fiscalização. Esse cenário de desestruturação tem impulsionado a grilagem de terras, ferido a autonomia de povos originários e acirrado conflitos em áreas tradicionais. Para expor essa realidade, pesquisadores da Fundação Rosa Luxemburgo e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) criaram a plataforma Territórios em Disputa: REDD+ e Conflitos no Brasil, desdobramento do relatório Em Nome do Clima: Mapeamento Crítico.
Retrato do REDD+ no Amazonas
- Total de projetos: O estado reúne 24 iniciativas de REDD+ mapeadas.
- Comercialização efetiva: Apenas 5 projetos concluíram a venda de créditos de carbono.
- Principais gargalos: Falta de transparência nas negociações, restrições ao uso do território por comunidades tradicionais e avanço do controle privado sobre áreas florestais.
A ferramenta interativa reúne duas décadas de monitoramento e denúncias sobre os impactos do mercado voluntário e dos programas jurisdicionais, alertando para a urgência de transparência e controle social na agenda climática.


