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Mercado de motocicletas em alta consolida o Amazonas como hub da indústria nacional

Polo Industrial de Manaus produziu mais de 1 milhão de unidades no primeiro semestre de 2026, enquanto emplacamentos no país cresceram 14,1%; acesso ao crédito ganha importância em um mercado ligado à mobilidade e à geração de renda.

O mercado brasileiro de duas rodas vive um dos períodos de maior expansão de sua história recente, impulsionado pelo consumo interno, pela força das exportações e pelo uso crescente do veículo como ferramenta de trabalho. No centro dessa engrenagem está o Polo Industrial de Manaus (PIM), que alcançou a marca histórica de 40 milhões de motocicletas produzidas e registra o melhor desempenho fabril para um primeiro semestre desde 2011.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), as fábricas de Manaus produziram 1.063.397 unidades entre janeiro e junho de 2026 — uma alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No varejo, o ritmo é ainda mais acelerado: os licenciamentos no país cresceram 14,1%, totalizando 1.174.344 unidades e estabelecendo um recorde histórico para o semestre. No comércio exterior, o Polo amazonense exportou 24.084 motocicletas, salto de 29,4% na comparação anual.

Além de gerar mais de 20 mil empregos diretos na capital amazonense e 150 mil no país, o setor mobiliza uma vasta cadeia produtiva que engloba crédito, manutenção, autopeças e serviços. A mudança no perfil do consumidor, que cada vez mais utiliza o veículo para a geração de renda, estimulou a busca por soluções de acesso financeiro adaptadas à realidade local.

Exemplo dessa movimentação é o surgimento de metodologias focadas em planejamento financeiro para a aquisição de veículos, como o club7 — iniciativa desenvolvida no Amazonas pelo executivo Oduénavi Ribeiro em parceria com o LiberaCred, do Banco Yamaha. A proposta visa orientar o consumidor e facilitar o acesso ao crédito de forma sustentável.

Para 2026, a Abraciclo projeta que a produção nacional atinja 2,07 milhões de unidades e os licenciamentos cheguem a 2,3 milhões, reafirmando o protagonismo do Amazonas na sustentação e no crescimento do setor em todo o país.

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