
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou por mais um ano o estado de emergência fitossanitária em razão do risco de disseminação da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae). A medida abrange os estados do Amazonas, Amapá, Pará e Roraima e foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira, 3 de novembro, estendendo as ações de vigilância e controle até novembro de 2027.
No Amazonas, a portaria mantém oito municípios sob regime de quarentena: Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves. Além dessas localidades diretamente afetadas, outros 53 municípios amazonenses foram categorizados como zona de tampão — área estratégica para conter o avanço do inseto —, incluindo cidades como Autazes, Parintins, Tefé, Coari, Maués, Humaitá, Manicoré, Careiro e Careiro da Várzea.
Ameaça à fruticultura e impactos na produção
A mosca-da-carambola é classificada como uma das principais pragas quarantineiras e ameaças fitossanitárias à fruticultura nacional. O inseto possui capacidade de hospedar e danificar mais de 40 espécies de frutos, como manga, goiaba, acerola, mamão, caju, jambo e laranja.
Os estragos são provocados pelas larvas que se chocam e se alimentam da polpa no interior das frutas, acelerando o apodrecimento e provocando a queda precoce do cultivo antes do tempo adequado de colheita.
Restrições econômicas e manutenção do controle
Além das perdas diretas nas safras e lavouras, a proliferação da praga acarreta severas restrições ao trânsito, transporte e comercialização de produtos hortifrúti, gerando prejuízos financeiros aos produtores locais e impedimentos no abastecimento da cadeia de distribuição.
A prorrogação do decreto emergencial por parte do governo federal assegura respaldo jurídico e operacional para a continuidade do monitoramento contínuo, aplicação de armadilhas, ações de contenção nas fronteiras e erradicação dos focos do inseto nos territórios em risco até novembro de 2027.


