Bolsonaro diz no debate como consegue pagar auxílio: ‘não roubando’

 (crédito: Reprodução;/Band )

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, neste domingo (28), do primeiro debate entre os candidatos à Presidência com maior intenção de votos nas pesquisas eleitorais. Ao ser questionado de onde sairá o dinheiro para manter o valor do Auxílio Brasil de R$ 600 no próximo ano, ele citou algumas medidas, destacou que respeitará o teto de gastos e afirmou ter conseguido aumentar o benefício “não roubando”.

“Como consegui recursos? Não roubando. Não botando a mão no bolso do contribuinte. Em governos anteriores, as estatais davam lucro muito baixo ou até prejuízo. No nosso governo, os lucros das estatais chegam a R$ 200 bilhões. Diminuímos o IPI por decreto, houve a redução do ICMS. O governo está agindo na contramão do que foi feito no passado. E fará com responsabilidade essa manutenção dos R$ 600”.

“[O Bolsa Família] Era uma miséria. Tinha gente que ganhava R$ 80 por mês e nós entramos nessa área para valer. Eles estão preocupados apenas com votos. Nada apenas disso”, concluiu o presidente. 

Na rodada de confronto, o candidato Ciro (PDT) escolheu perguntar ao presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a fome. O ex-governador do Ceará usou as declarações recentes do chefe do Executivo, em que ele mencionou que “no Brasil não tem gente com fome” para saber como ele pensa ser interpretado. Bolsonaro respondeu reforçando que a inflação está controlada, citou números sobre a geração de emprego e o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600.

“Cada um interpreta as informações como acha melhor. A inflação, tem que se falar do fique em casa, a economia a gente vê depois. Mesmo assim, a inflação do Brasil é uma das menores do mundo, menor até que a dos Estados Unidos da América. Estamos colaborando na geração de empregos, muitos diziam que voltaríamos aos números de pré-pandemia, voltamos agora”, disse.

“Pode ter certeza que no mês que vem devemos ter essa taxa chegando a 8%. Nosso PIB está crescendo. Fizemos milagres durante a pandemia, lamentamos as mortes, mas investimos para que empregos não fossem destruídos”, continuou.

Bolsonaro trouxe alguns dados sobre famílias na linha da extrema pobreza, segundo ele, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) passou de 5,1 milhões de pessoas nesse perfil para 4 milhões. Já o Bolsa Família passou de R$ 190 para R$ 400. “Querer fazer demagogia com números aqui fica complicado”, declarou.

Bolsonaro afirma que a colaboração para afastar a fome foi o aumento para R$ 600 no Auxílio Brasil. Garantiu que esse valor continuará de forma definitiva a partir do ano que vem.

“Já está garantido pela equipe econômica de forma definitiva a partir do ano que vem. Quem está em extrema pobreza é só se cadastrar que vai passar a ganhar o Auxílio Brasil de 600, valor três vezes maior que o PT dava lá atrás no Bolsa Família. Nós fazemos a nossa parte, temos sim colaborado para que essa chaga seja afastada”, respondeu.

Ciro chamou de “aberração” os números trazidos por Bolsonaro e assegurou que esse combate pode ser acessível se transformasse uma parte da previdência social em política de renda.

“Essa disputa de quem é mais Papai Noel em véspera de eleição que mostram os limites politiqueiros de uma política de renda temos que transformar como uma perna da previdência social. O programa de renda mínima do Eduardo Suplicy, nas redes acompanhem os detalhes de todas as fontes de financiamento de onde vem o dinheiro e com isso acabo com a fome e com a manipulação política demagógica”, explicou Ciro. 

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