Em encontro com lideranças do setor produtivo, parlamentar defendeu redução da carga tributária, melhoria da infraestrutura e novas matrizes econômicas para impulsionar o desenvolvimento do estado

“Como político do Amazonas, é nossa obrigação defender o nosso estado”, afirmou o deputado federal e pré-candidato ao Senado Federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), na última sexta-feira (14), durante encontro na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) com representantes da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL) e da entidade da capital.
O encontro foi um espaço para a prestação de contas do mandato, a apresentação de propostas para o futuro do estado e, principalmente, a escuta das demandas e dos desafios enfrentados pelo setor, com foco no fortalecimento do comércio na capital e no interior.
Alberto Neto destacou a importância de construir políticas públicas ao lado de quem movimenta a economia, gera empregos e conhece, na prática, as dificuldades de empreender no Amazonas. Entre as prioridades, defendeu a desburocratização, a redução de impostos e mais incentivos aos pequenos negócios.
“Vocês que estão lá no dia a dia sabem quais são as dificuldades que enfrentamos e qual ponto da legislação está dificultando o desenvolvimento do comércio no Amazonas. Por isso, este diálogo que criamos é tão importante. Nós queremos estar lá para fazer o nosso trabalho político. Nós estudamos, mas nada é melhor do que ouvir quem está na ponta”, disse.
O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, destacou a atuação do parlamentar na Câmara Federsl em pautas de interesse do setor produtivo. Ele lembrou a participação de Alberto Neto nas articulações pela democratização do acesso ao crédito em um período de escassez de financiamento para os empresários.
“Uma das ações do deputado federal Capitão Alberto Neto foi ajudar a frente parlamentar em Brasília. Ele colaborou muito nessa questão de democratizar o crédito, que estava muito travado. Foi uma parceria muito grande e o apoio dele foi realmente fundamental naquele período”, declarou Assayag.
Defesa da Zona Franca de Manaus
Ao prestar contas do mandato, Capitão Alberto Neto destacou os resultados de sua atuação parlamentar, com oito leis sancionadas — três delas com benefícios diretos para a Zona Franca de Manaus — e uma emenda constitucional voltada aos professores de todo o Brasil.
“Esses oito anos de trabalho como deputado federal me prepararam para buscar uma vaga no Senado da República. Sinto-me honrado e preparado para isso. Estou com muita força, coragem e competência para que possamos conduzir este Estado e fazê-lo prosperar cada vez mais”, enfatizou.
O parlamentar também reafirmou o compromisso com a proteção da Zona Franca de Manaus, independentemente de quem esteja à frente do Governo Federal.
“Não importa o partido que estiver governando o país: eu vou estar aqui lutando e defendendo o nosso Estado. Se o projeto é ruim para a Zona Franca, é ruim para o Amazonas, e eu sou contra. Eu vou ser contra. Vocês podem ter certeza disso.”

Desenvolvimento do interior
Outro eixo defendido por Alberto Neto foi a ampliação das oportunidades econômicas no interior do Amazonas, com estímulo a novas matrizes capazes de gerar emprego, renda e investimentos nos municípios.
Entre os potenciais citados estão minerais estratégicos, terras raras, gás natural e recursos da biodiversidade. Para o parlamentar, o Amazonas não pode se limitar à extração e à comercialização de matérias-primas, mas deve criar condições para agregar valor às suas riquezas, atrair investimentos e gerar empregos dentro do próprio estado.
Alberto Neto ressaltou ainda que muitos municípios do interior permanecem excessivamente dependentes das prefeituras como fonte de emprego e dos programas de transferência de renda, apesar do grande potencial econômico da região.
“A gente quer estar mais empenhado no desenvolvimento do interior. Temos potássio, fertilizantes e terras raras. Precisamos de uma liderança com visão bem nacionalista. Não adianta ter o potencial no país, vender a matéria-prima e depois comprar o produto beneficiado de fora. Temos que rever a legislação ambiental, e no Senado conseguimos fazer andar muita coisa que não avançamos na Câmara”, reforçou.
Infraestrutura e logística
Durante o encontro, representantes do setor produtivo também apontaram a infraestrutura e a logística entre os principais entraves ao desenvolvimento econômico do Amazonas. Com dimensões continentais e municípios que dependem majoritariamente dos rios para o transporte de pessoas e mercadorias, o estado enfrenta isolamento, longas distâncias e carência de portos e aeroportos adequados.
Para o parlamentar, enfrentar esses gargalos é fundamental para reduzir o chamado Custo Amazônia e ampliar a competitividade do comércio e da produção local.
“Se a gente não tiver porto e aeroporto, fica muito complicado. O Custo Amazônia fica elevadíssimo. Há muitos municípios que nem sequer têm porto para a chegada de mercadorias. Temos que incentivar a aviação regional e investir em portos estratégicos no Amazonas”, ressaltou.
Menos impostos e mais fôlego para o comércio
A redução da carga tributária e dos custos para empreender também foi apontada por Alberto Neto como prioridade. O parlamentar defendeu menos impostos e a desoneração da folha de pagamento, especialmente para os pequenos negócios, como instrumentos para dar fôlego ao setor produtivo, estimular investimentos e ampliar a geração de empregos.
“Paga-se muito imposto no nosso país e a folha de pagamento é muito cara. Contratar mais uma pessoa fica pesado para o pequeno empreendedor — fica caro para todo mundo, mas o pequeno sente muito mais. Qual é a contrapartida para quem empreende? Será que não podemos fazer uma desoneração da folha para absorvermos mais trabalhadores? É menos imposto e, no final, temos o efeito contrário: mais gente sendo contratada. É matemática, não é filosofia. A conta tem que fechar”, concluiu.
O encontro da Federação e da Câmara de Dirigentes Lojistas reuniu representantes de diferentes segmentos do setor produtivo amazonense, entre eles Frank do Carmo Souza, presidente do Sinduscon-AM; Antônio Kizem Rodrigues, vice-presidente da FCDL; André de Medeiros Caria, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRC-AM); e Henrique Medina, presidente da Ademi-AM.


