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Negócios de US$ 14 milhões e acordo com União Europeia impulsionam exportações no Amazonas

O estado do Amazonas reafirmou seu protagonismo no comércio exterior e na economia verde ao sediar o evento Conexões Produtivas, no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus realizado nesta sexta-feira (14). Encontros promovidos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) reuniram 13 importadores internacionais e 42 empreendimentos regionais, resultando no fechamento de US$ 14 milhões (aproximadamente R$ 73,2 milhões) em negócios diretos. As parcerias foram consolidadas ao longo de 250 reuniões com produtores locais.

Para a economia amazonense, o volume financeiro injetado no setor produtivo representa a valorização da sociobiodiversidade e o fortalecimento de cadeias de valor da floresta em pé. Entre os insumos da região identificados com maior apelo de expansão global estão a castanha-do-brasil, açaí, acerola, óleos essenciais, extratos vegetais, biojoias e artesanato.

Diversificação de mercados

A busca por novos compradores ocorre em um momento estratégico para o Amazonas, que visa diversificar suas pautas de exportação e reduzir a dependência de mercados tradicionais. Um levantamento da ApexBrasil com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mapeou 242 oportunidades específicas para a venda de produtos amazonenses aos 27 países da União Europeia.

Esse cenário favorável ganha tração com a entrada em vigor da etapa comercial do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu, que zerou a tarifa de importação de mais de 5 mil produtos brasileiros. A castanha-do-brasil desponta como um dos carros-chefes nesse processo: a União Europeia movimenta cerca de US$ 1,6 bilhão por ano no segmento de castanhas, abrindo uma janela de expansão sem precedentes para os produtores locais.

Nos três primeiros meses de vigência do acordo, as exportações contempladas registraram crescimento de 50%, com elevação de 30% nas cotas e um incremento de US$ 100 milhões em produtos que até então não eram comercializados com o continente europeu.

Estratégia e soberania

A abertura de frentes de comercialização para a produção amazonense integra um esforço nacional para contornar gargalos e tarifas impostas por outros parceiros, como os Estados Unidos. Enquanto o governo federal mantém mesas de negociação com os norte-americanos, foca no redirecionamento do setor produtivo para mercados alternativos por meio do Plano Brasil Soberano. As iniciativas de diversificação já mostram resultados expressivos, com avanço médio de 10,5% nas vendas externas brasileiras direcionadas a 57 países.

A aproximação direta entre o ecossistema bioeconômico do Amazonas e os grandes compradores globais visa garantir que a sustentabilidade ambiental da região se converta em competitividade internacional, gerando renda na ponta da cadeia e consolidando empregos de qualidade no estado.

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