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“Ninguém está acima da lei”: Alberto Neto sobre investigar Lulinha

Deputado Federal assina CPMI sobre possível influência indevida, pagamentos, vantagens e favorecimento de interesses privados envolvendo o filho do presidente Lula

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) assinou o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que pretende investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a possível intermediação de interesses privados junto a órgãos e agentes do Governo Federal.

De acordo com a justificativa apresentada para a criação da CPMI, informações atribuídas a elementos colhidos em investigações da Polícia Federal levantaram questionamentos sobre o eventual uso de relações pessoais, canais de acesso ou influência dentro do Governo Federal para a defesa de interesses empresariais privados.

“Quem não deve, não teme. Fiz questão de assinar a CPMI do Lulinha porque o combate à corrupção no Brasil deve ser inegociável. O país não aguenta mais ver suspeitas graves como essa passarem sem a devida apuração por conta de acordos políticos. No Congresso, e futuramente no Senado, minha postura sempre será de combater privilégios, cobrar rigor nas investigações e garantir que os recursos públicos sejam respeitados”, disse.

CPMI já

O documento pede que o Congresso investigue eventual favorecimento, influência indevida, pagamentos, vantagens e participação de agentes públicos em tratativas relacionadas à comercialização, ao fornecimento ou à incorporação de medicamentos à base de canabidiol.

Entre os pontos que a CPMI pretende esclarecer estão a existência de pagamentos, promessas de vantagens ou remunerações por eventual intermediação; quais autoridades e servidores públicos foram procurados; e se houve tentativa de influenciar procedimentos administrativos, regulatórios ou de contratação dentro do Governo Federal.

O requerimento ressalta que o parentesco de Fábio Luís com o presidente da República não representa, por si só, qualquer ilícito, mas defende transparência sobre a eventual utilização dessa proximidade em relações com integrantes da Administração Pública Federal.

“Estamos falando do filho do presidente da República e de fatos que precisam ser esclarecidos. Ninguém pode estar acima da lei. Se houve irregularidade, os responsáveis precisam responder”, afirmou Alberto Neto.

Para Alberto Neto, a instalação da comissão reforça o papel do Congresso de proteger os recursos públicos e o povo brasileiro, além de representar o compromisso de intensificar a fiscalização no Senado Federal.

“Corrupção se combate com investigação, transparência e coragem. No Senado, vou continuar fiscalizando o poder e cobrando respostas efetivas para a sociedade. O dinheiro público e a estrutura do Estado pertencem ao povo brasileiro, não a grupos políticos, amigos ou familiares de quem está no poder”, concluiu.

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