Força-tarefa entre Brasil e Peru combateu estrutura do narcotráfico transnacional na fronteira amazônica e apreendeu armamentos

A Operação Amazônia 2026, ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e forças de segurança do Peru, terminou no fim de agosto com um balanço de grandes apreensões e destruição de estruturas utilizadas pelo narcotráfico transnacional. As ações ocorreram principalmente na província de Mariscal Ramón Castilla, na região de Loreto, no Peru, com apoio logístico a partir de Tabatinga, no Amazonas.
Durante a ofensiva, foram destruídos quatro laboratórios clandestinos utilizados para o processamento de drogas e cinco pistas de pouso ilegais. A operação também resultou na destruição de 6,2 toneladas de sulfato de cocaína, na erradicação de 84 hectares de plantações de coca e na incineração de aproximadamente quatro toneladas de folhas em processo de beneficiamento.
As forças de segurança eliminaram ainda mais de 17,5 toneladas de produtos químicos utilizados na purificação de drogas. O objetivo foi atingir não apenas a produção de entorpecentes, mas também a infraestrutura logística empregada pelas organizações criminosas para abastecer as rotas do tráfico na região amazônica.
A operação também resultou na apreensão de armamentos, incluindo fuzis dos modelos AR-15 e M4, pistolas, espingardas, uma submetralhadora artesanal com silenciador, além de munições e coletes balísticos. Um cidadão de nacionalidade colombiana foi preso em flagrante durante as ações, portando armas, drogas e equipamentos de comunicação.
A atuação integrada envolveu operações aéreas, fluviais e terrestres, reforçando a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado em uma região marcada pela extensa área de fronteira e pela utilização dos rios e de pistas clandestinas para o transporte de drogas.
Outras ações

O combate ao narcotráfico e aos crimes ambientais também mobilizou outras operações na Amazônia ao longo de 2026. Entre elas está a Operação Ágata Amazônia, coordenada pelo Ministério da Defesa, que atuou contra o garimpo ilegal, crimes ambientais e tráfico de drogas.
As ações de fiscalização fazem parte de uma estratégia de ampliação da presença das forças de segurança nas áreas de fronteira da Amazônia, consideradas estratégicas para impedir a atuação de organizações criminosas e reduzir o fluxo de drogas, armas e outros ilícitos na região.


