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Operação Quéops: integrante de facção milionária de falsos investimentos é preso no Centro de Manaus

Um homem de nacionalidade venezuelana, de 30 anos, foi preso no Centro de Manaus nesta quarta-feira (8), durante a Operação Quéops. Ele é apontado como o operador financeiro de uma organização criminosa internacional que movimentou milhões de reais por meio de golpes envolvendo falsas plataformas de investimento e pirâmide financeira.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com o apoio estratégico da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Rio Grande do Sul (PCRS). Ao todo, três venezuelanos — todos da mesma idade — foram capturados. Enquanto o operador financeiro foi localizado na capital amazonense, os outros dois suspeitos, apontados como líderes do esquema, foram detidos simultaneamente no Centro de Santa Maria (RS).

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 O papel de Manaus no esquema milionário

Segundo as investigações, o homem preso no Amazonas exercia uma função vital na engrenagem criminosa: a movimentação e a lavagem do dinheiro.

O esquema funcionava de forma sofisticada para mascarar o rastro do dinheiro enviado pelas vítimas:

  • Contas de passagem: Os valores eram pulverizados rapidamente em diversas contas bancárias.
  • Empresas de fachada: A polícia identificou uma empresa fantasma com capital social de apenas R$ 1 mil, mas que registrava movimentações bancárias milionárias.
  • Criptomoedas: Ativos digitais eram amplamente utilizados para dificultar o rastreamento dos recursos pelos órgãos de controle.

Contraste Financeiro: A quebra do sigilo bancário dos envolvidos revelou uma discrepância brutal. Um dos líderes presos no Sul do país, por exemplo, movimentava milhões de reais mesmo tendo uma renda declarada modesta e constando como beneficiário do Auxílio Emergencial do Governo Federal durante a pandemia.

Como funcionava o golpe da pirâmide

A investigação teve início no Distrito Federal, após uma vítima denunciar um prejuízo massivo ao investir em uma suposta empresa internacional que prometia lucros exorbitantes.

O grupo operava no clássico modelo de pirâmide financeira, mas com requintes de estelionato digital:

  1. Isca da Credibilidade: No início, a plataforma pagava os lucros prometidos para fazer a vítima acreditar no negócio.
  2. Invasão de Dispositivos: Convencidas do sucesso, as vítimas eram induzidas a instalar programas de acesso remoto em seus computadores, sob o pretexto de “facilitar as operações”.
  3. O Bloqueio: Ao tentarem resgatar o dinheiro, os investidores eram coagidos a fazer novos depósitos. Caso serecusassem, os falsos consultores cortavam o contato e bloqueavam totalmente o acesso das vítimas à plataforma.

Próximos passos

O suspeito preso em Manaus, assim como os comparsas detidos no Rio Grande do Sul, responderá pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Todos os alvos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil do Amazonas e as demais forças policiais continuam trabalhando em conjunto para identificar outras possíveis vítimas e localizar novos integrantes da organização criminosa no país.

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