Parlamento declara estado de alarme após blackout

Juan Guaidó, autodeclarado presidente venezuelano, convocou a população para manifestações amanhã (12) a partir das 15h. Em discurso na Assembleia Nacional, Guaidó lembrou que, em janeiro, havia avisado que “dias duros” viriam.

A Assembleia Nacional da Venezuela decidiu declarar estado de alarme em razão do apagão energético que vem atingindo o país nos últimos dias.

O blackout varreu a Venezuela na quinta-feira passada, quando a fornecedora nacional de eletricidade, a Corpoelec, informou sobre uma possível “sabotagem” na usina hidrelétrica de Guri.

A mídia local informou em seguida sobre a falta de energia em pelo menos 21 do país. A decisão desta segunda-feira foi tomada após um pedido do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, deputado da assembleia e líder da oposição.

Com a declaração do estado de alerta, as Forças Armadas são ordenadas a providenciar mobilizações necessárias para fornecer a devida proteção às instalações e aos oficiais da Corpoelec, responsável pelo fornecimento de energia.

Guaidó também convocou uma nova manifestação para terça-feira (12), como forma de protestar contra os blecautes: “Amanhã, às três da tarde (16h00 em Brasília), toda a Venezuela nas ruas”.

Segundo Guaidó, além da falta de eletricidade, em boa parte do país já começa a faltar água, a comida está apodrecendo e o transporte e as comunicações estão interrompidos ou instáveis.

“Não há normalidade na Venezuela e nós não vamos permitir que se normalize a tragédia (…), por isso o decreto”, afirmou o líder da oposição, acrescentando que “tudo [é] produto da corrupção e da imperícia do regime”.

Segundo a agência de notícias France Presse, para minimizar as consequências da crise elétrica, o governo prorrogou a suspensão de atividades de trabalho e escolares, que havia decretado na quinta-feira quando começou o problema de fornecimento de energia. O blecaute atinge a capital e 22 dos 23 estados do país, que tem 30 milhões de habitantes.

Muitas casas têm tanques de água, porque sempre há racionamento na Venezuela, mas as bombas não funcionam sem luz. Em Caracas, moradores fazem fila para conseguir se abastecer nas fontes d’água aos pés da montanha Ávila.

Por conta da situação, o governo vai começar a distribuir alimentos e água potável nas áreas mais carentes.

Maduro sustenta que o apagão foi provocado por “um ataque cibernético eletromagnético” cometido pelos Estados Unidos contra a hidroelétrica de Guri, no estado de Bolívar (sul), a principal da Venezuela e segunda da América Latina, depois de Itaipu.

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