
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), após o avanço de pedidos de impeachment contra ele relacionados à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai, cujo grupo controlador teve Peña como sócio até março de 2025.
A carta de renúncia será submetida à análise do Congresso paraguaio, cuja aprovação é necessária para efetivar a saída do mandatário. Caso a renúncia seja aceita, Peña assumirá o cargo de senador vitalício, um cargo garantido pela Constituição Nacional aos ex-presidentes da República que deixam o cargo sem serem destituídos.
A renúncia vem logo após deputados da oposição apresentarem pedidos de impeachment contra Peña após o colapso do Ueno Bank, que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas, segundo o jornal paraguaio ABC Color.
“Caberá à história julgar e colocar em sua justa dimensão os acontecimentos que hoje vivemos. Tomei a decisão de apresentar a renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas”, disse Peña em um vídeo postado em suas redes sociais.
“Estou convencido que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas se, em algum momento, falhei. Nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim. Cada dia assumi esta responsabilidade com a vontade de trabalhar pelo Paraguai. Mas hoje minha prioridade é uma só: a tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias em nosso sistema financeiro. Por trás de cada depósito há anos de esforço, sacrifícios e projetos familiares. Meu maior desejo é que se garanta a devolução desses recursos e que o fundo de garantia de depósitos cumpra sua finalidade e que se protejam os fundos públicos e os recursos que pertencem a todos os paraguaios”, acrescentou.


